Em julho, a produção industrial brasileira caiu em 9 dos 14 locais que integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As quedas mais acentuadas foram registradas em Goiás (-6,3%), no Amazonas (-5,9%) e no Pará (-3,2%). O Paraná (-1,1%), São Paulo (-0,7%), o Rio Grande do Sul (-0,7%), o Espírito Santo (-0,6%), Pernambuco (-0,6%) e Minas Gerais (-0,2% ) mostraram recuos mais moderados.
Mesmo com a retração de 1,1%, quando se analisa o acumulado dos últimos 12 meses, a indústria paranaense vai bem melhor que a média nacional - cresceu 6,9% na comparação com os 12 meses anteriores. É o segundo melhor desempenho, atrás somente de Goiás, que cresceu 7,1%.
Mas, quando se olha apenas para o acumulado de 2012 (de janeiro a julho), percebe-se uma forte desaceleração da indústria do Paraná. Ela cresceu só 1,8% na comparação com o mesmo período de 2011. Goiás (5,7%), Pernambuco (4,1%), Bahia (2,9%) e Nordeste (2,1%) cresceram mais.
O cordenador do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Maurílio Schimitt, afirma que o principal motivo da desaceleração da atividade no Estado é a quebra da última safra. ''A indústria alimentícia tem um forte peso no Paraná'', justifica. Segundo ele, justamente por não ter enfrentado problemas climáticos tão graves, Goiás mantém um desempenho melhor.
Schimitt também afirma que as indústrias estão pisando no freio ''por conta do nível de incerteza'' em relação à economia brasileira. ''Existem sinais preocupantes no horizonte. O modelo de crescimento baseado somente no consumo está esgotado uma vez que a renda das famílias já está comprometida com dívidas'', afirma.
Outro problema para a economia, ressalta o coordenador, é a infraestrutura do País. ''Se você sair pelas estradas nesta véspera de feriado você vai ver que o Brasil não se preparou para crescer', ressalta. Nas palavras dele, o País tratou ''de crescer sem de desenvolver''.
Apesar das ''incertezas'', o coordenador acredita que a indústria paranaense terminará o ano com 3% de crescimento. ''Continuaremos com um desempenho superior à média nacional. Temos uma indústria voltada para a produção de comida, que sempre tem demanda'', declara. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Indústria do PR retrai, mas ainda está melhor que a média nacional
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