Indústria do PR recua 2,6% em setembro
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sexta-feira, 09 de novembro de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
A produção industrial paranaense encolheu 2,6% em setembro na comparação com o mês anterior. A média de retração nacional foi de 1%. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Dos 14 locais pesquisados, 12 apresentaram resultados negativos no mês. O Pará foi o único onde a produção industrial cresceu (2,6%). No Nordeste, ela ficou do mesmo tamanho.
Quando a comparação é feita entre setembro deste ano e setembro de 2011, a indústria do Paraná apresenta uma das maiores reduções, de 8,91%. O recuo de setembro fez o Estado apresentar pela primeira vez um índice negativo no acumulado do ano (-0,8%).
Mas a maioria das unidades da Federação, com exceção de Goiás e do Nordeste, está em situação pior. De janeiro a setembro deste ano, as indústrias paulista e fluminense, por exemplo, recuaram respectivamente 6,8% e 6,6%. Santa Catarina e Rio Grande do Sul também tiveram quedas mais acentuadas, de 3,4% e 3,1%, respectivamente.
Apesar dos sucessivos recordes de venda de veículos no Brasil, o setor automotivo é um dos que mais encolheram em 2012 na comparação com 2011. O saldo negativo no Paraná é de 9,58%. Dos estados que fabricam veículos, somente Minas Gerais apresentou crescimento no setor, de 0,48%. Na Bahia, a redução é de 10,3%, no Rio de Janeiro, de 37,45%, em São Paulo, de 17,38% e no Rio Grande do Sul, de 16,56%.
''A nossa indústria está sendo afetada pela crise europeia e também pelo baixo crescimento do PIB'', afirma o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher. Por outro lado, segundo ele, a base de comparação (o ano de 2011) é muito elevada. ''Principalmente no segundo semestre do ano passado a indústria paranaense cresceu muito'', declara.
Zurcher avalia que a tendência negativa da indústria do Estado será revertida até o fim do ano por dois motivos: o reaquecimento do mercado de caminhões em outubro e o aumento da fabricação de adubos e fertilizantes para atender a safra do ano que vem. ''Nossa previsão é fechar 2012 com um crescimento de 2% na produção'', sinaliza.
O presidente do Sindicato da Indústria Metalmecânicia no Paraná (Sindimetal), Valter Orsi, receia pelo fim dos incentivos fiscais concedidos ao setor automotivo previsto para 31 de dezembro. ''Sou uma pessoa otimista, mas tenho medo de que haja um baque na indústria de veículos e que isso tenha reflexo generalizado'', declara.



