A Indústria eletroeletrônica paranaense está reclamando para o setor a mesma política fiscal praticada em outros Estados. Alguns produtos fabricados no Paraná, como nobreak para computador, reatores para iluminação pública, condensadores e peças para iluminação, são tributados em 17% de ICMS, enquanto em São Paulo esses produtos são tributados em 7% e em outros estados, até são isentos.
Esse foi um dos motivos para a instalação de três grupos setoriais pela sede regional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, a Abinee-PR e do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Eletroeletrônicos e Similares do estado do Paraná - Sinaees. O presidente do Sinaees, Zulfiro Antonio Bósio, afirmou que a incidência do ICMS está levando à perda de competitividade em relação às indústrias de outros estados. Bósio salientou que o setor é o segundo em crescimento no Paraná, reunindo empresas de porte como a Equitel, Electrolux, Inepar, Eletrofio, Gelopar, Irmãos Romanhole (transformadores) e Elextron S/A, entre outras.
A diferença de ICMS está levando à perda de competitividade da indústria paranaense, inclusive nas concorrências públicas feitas aqui no Paraná, denunciou Bósio. Isso porque o empresário paulista que vem aqui consegue oferecer um preço melhor, já que não é tributado em nenhum imposto. E a indústria paranaense que paga e contribui aqui não está tendo o seu esforço reconhecido, disse o empresário. Ele sugeriu que o governo estadual encontre soluções para esse impasse, a exemplo do que faz o Rio de Janeiro, que obriga o fornecedor a pagar a diferença tributária, quando for constatada.
Bósio salientou que a indústria eletroeletrônica do Paraná está instalando comissões de alto nível para discutir seus principais problemas, no momento em que está se instalando um pólo eletroeletrônico em Pato Branco, Sudoeste do Estado. E também num momento que o governo estadual está negociando a vinda de outras indústrias do setor eletroautomotivo para o Estado. Além da Siemens, fabricante de cabos elétricos para o setor automotivo, que já confirmou a instalação de sua indústria em Irati, outras empresas estão pensando em vir para o Estado. Bósio sinalizou que são indústrias especializadas na fabricação de painéis eletrônicos e circuitos integrados. Antes disso, porém, é preciso equacionar os problemas existentes, observou.
Além da preocupação com a questão tributária, os empresários instalaram grupos que vão discutir e encaminhar sugestões na área de recursos humanos e comércio exterior, fiscal e legislação trabalhista. O trabalho dos grupos setoriais visa facilitar a vida das empresas do setor eletroeletrônico, que estão enfrentando vários problemas nessas áreas.

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