Curitiba - A indústria do Paraná investiu R$ 3,42 bilhões em 2002. Isso representa 6,85% do total dos R$ 50 bilhões investidos pela indústria em todo o Brasil, deixando o estado na quarta posição no ranking nacional, perdendo apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e passando a frente do Rio Grande do Sul e da Bahia. Já o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria paranaense em 2002 ficou em R$ 20,9 bilhões, 6,2% do total dos R$ 334,4 bilhões acumulados no País. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual de Empresas (PIA Empresa) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgada ontem.
Os dados comparativos da pesquisa são de 1996. Naquele ano, o Paraná representava 4,33% dos investimentos na indústria do País, ficando com a sexta posição entre os estados brasileiros. E o PIB industrial do Paraná era de 5,9% do total do Brasil. O crescimento industrial do Estado se deu, segundo o IBGE, principalmente em função do agronegócio. E os setores que mais elevaram o PIB estadual são justamente alguns que puxaram o PIB nacional também. Entre eles o principal é o segmento de alimentos e bebidas, que teve a participação na economia de R$ 5,4 bilhões, 25,7% do total. No Brasil, esse setor representou 13,8% do total do PIB.
O setor de refino de petróleo teve uma participação de R$ 2,16 bilhões na economia do Paraná, sendo a segunda indústria que mais lucrou. No Brasil, esse setor foi o que mais teve participação no PIB industrial nacional, com 18% do total. Na terceira posição ficou a indústria de fabricação e montagem de veículos automotores, com R$ 1,55 bilhão de participação. No Brasil, esse ramo também ocupa a terceira posição na participação econômica (9,6%). Também como aconteceu no cenário nacional, as indústrias de produtos químicos (R$ 1,33 bilhão de participação) e de máquinas e equipamentos (R$ 1,3 bilhão de participação) tiveram bom desempenho.
O coordenador de indústria do IBGE, Sílvio Sales, diz que os setores que cresceram em 2002 mostram a tendência de investimentos puxados pelas exportações. Sales salientou ainda que São Paulo, que em 1996 tinha 49% da participação da indústria nacional, hoje tem um peso um pouco menor (41,9%), o o que significa que cada vez mais outros estados estão sendo procurados pelas indústrias.

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