Curitiba A indústria do Paraná fechou o primeiro semestre de 2003 com alta na produção, apesar de ter apresentado forte desaceleração no segundo trimestre. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados ontem, dez das 12 regiões pesquisadas sofreram retração na produção industrial no segundo trimestre.
Entre janeiro e junho de 2003, a indústria paranaense produziu 3,1% a mais do que no primeiro semestre de 2002. Mas o setor sofreu com a baixa atividade econômica brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a produção industrial foi 6,4% superior ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, esse percentual foi bastante inferior: alta de apenas 0,2%.
O principal impacto para esse baixo desempenho foi o setor alimentício, explicou a economista da Coordenação de Indústria do IBGE, Isabella Nunes Pereira. Quinze setores perderam dinamismo de um período para o outro, destacando-se produtos alimentares (passando de 0,8% para -3,9%), por causa da menor produção de café solúvel; material de transporte (de 16,0% para -5,2%), pela queda na fabricação de caminhões; e química (de 5,4% para 1,4%), prejudicada pela redução na indústria de álcool etílico.
''Mas é importante lembrar que apesar da desaceleração do segundo trimestre, a indústria paranaense ainda apresenta dinamismo, porque cresceu bem mais do que a média nacional no semestre'', observou. Conforme o IBGE divulgou na semana passada, a indústria nacional, que cresceu 0,1% no primeiro semestre, está em recessão, porque registrou retração em dois trimestres consecutivos.
Os setores com destaque positivo entre janeiro e junho foram o de mecânica (14,06%), material elétrico e de comunicação (33,75%) e química (3,2%). Os piores resultados ficaram com a indústria de alimentos (-1,93%), bebidas (-3,84%) e fumo (-7,32%). Isabella ressaltou que as exportações paranaenses cresceram bastante a partir de junho de 2002, e por isso há impactos nos índices apurados a partir de agora. ''Ainda há um crescimento, mas não em taxas muito altas, por causa da base de comparação'', acrescentou.
Entre todas as regiões pesquisadas pelo IBGE, seis apresentaram aumento de produção no primeiro semestre e as outras seis, queda. A retração ocorreu na região Nordeste (-0,2%), Ceará (-2%), Pernambuco (-3,4%), Minas Gerais (-2,5%), São Paulo (-0,9%) e Santa Catarina (-3,2%). Aumentaram a produção Espírito Santo (19,1%), Bahia (4,7%), Paraná (3,1%), Rio Grande do Sul (2,9%), Região Sul (1,1%) e Rio de Janeiro (0,7%).

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