A produção industrial do Paraná cresceu 6% nos primeiros quatro meses do ano. O setor foi impulsionado basicamente pelos bons resultados obtidos pela agropecuária, segundo o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures. ''Alguns setores industrias - como a indústria madeireira, do vestuário e a automotiva - estão sendo prejudicados pela supervalorização do real. São os segmentos que enfrentam uma competição maior com a China'', afirmou. Ainda assim a estimativa é que este ano seja fechado também com crescimento de 7% sobre 2006.
Entretanto, Rocha Loures afirma que o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) já teria se convencido de que é preciso buscar soluções para a política cambial. ''Ele (presidente) disse isso durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). A desindustrialização é um problema presente'', comentou. Ele adiantou que já está em elaboração um programa que irá traçar novas estratégias de desenvolvimento industrial para todo o País. O projeto deverá ser enviado nas próximas semanas ao presidente.
Neste caso, serão abordados, entre outros assuntos, mudanças nas políticas macroeconômicas, regionalização de algumas estratégias, renegociações de políticas internacionais e investimento no desenvolvimento tecnológico. ''Enquanto isso, as indústrias terão que conviver com esse quadro decorrente da política cambial. As indústrias terão que inovar, se reinventar para sobreviver'', salientou Rocha Loures. Ele esteve em Londrina, ontem, para participar de vídeoconferência que divulgou as linhas de crédito da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) disponíveis aos empresários paranaenses.
A palestra foi transmitida da Unopar Virtual para 18 unidades do Sistema Fiep espalhados pelo Estado. A instituição tem por objetivo incentivar projetos de pesquisa e desenvolvimento. No ano passado, foram liberados pela Finep cerca de R$ 700 milhões e, para 2007, a expectativa é que sejam distribuídos R$ 1 bilhão em financiamentos. Durante a palestra virtual, os empresários puderam conhecer os instrumentos da Finep, como recursos reembolsáveis, não-reembolsáveis e capital de risco com diferentes requisitos e taxas de juros.
O financiamento não-reembolsável oferece apoio à realização de projetos de pesquisa científica ou tecnológica. Podem receber este tipo de financiamento instituições de ensino e pesquisa, públicas ou privadas, sem fins lucrativos. Já o financiamento reembolsável é concedido a instituições que demonstrem capacidade de pagamento e condições para desenvolver projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O capital de risco é um investimento temporário em empresas emergentes com evidente potencial de crescimento.
Serviço - Mais informações sobre as linhas de financiamento da Finep podem ser encontradas no site da instituição (www.finep.gov.br).

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