Indústria do Paraná teve queda em maio
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quarta-feira, 12 de julho de 2000
Agência Estado Do Rio 
Em dez das 12 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) houve crescimento da indústria em maio em comparação com o mesmo período do ano passado. Apenas Paraná e Pernambuco aparesentaram queda na produção, de -1,2% e -0,2%, respectivamente. Nessa comparação, os maiores aumentos foram apurados no Rio Grande do Sul (12,6%) e no Ceará (10,7%). Os destaques foram Espírito Santo (8,1%), Santa Catarina (6,8%), Bahia (6,4%), São Paulo (5,1%), Rio de Janeiro (3,3%) e Minas Gerais (0,7%). Nas regiões Nordeste e Sul o crescimento foi de 7%, respectivamente.
O IBGE faz uma pesquisa diferenciada para as regiões Sul e Nordeste apesar do levantamento que faz nos Estados destas mesmas regiões. No acumulado do ano, a recuperação da indústria atinge 10 das 12 áreas pesquisadas, com destaque para Rio Grande de Sul (11%), impulsionado pelo setor químico, que cresceu 26,4% e para o Ceará (10,1%). No caso do Ceará, o crescimento foi puxado pelos segmentos metalúrgicos (41,7%), produtos alimentícios (11,8%) e têxtil (12,1%).
Também ficaram acima da média nacional, de 6,6% no acumulado do ano, os estados de Minas Gerais (8,9%), Espírito Santo (8,2%) e São Paulo (7,4%). A queda de produção acumulada em Pernambuco durante o ano chega a 7,1% e no Paraná, a 4,7%.
O indicador acumulado nos últimos 12 meses mostra um ritmo produtivo nacional maior para o período terminado em maio último (3,2%) do que o encerrado em abril (2,4%). A região Nordeste, a taxa positiva de 0,4% no período de 12 meses encerrado em maio último é a primeira desde julho de 1999. No acumulado do ano, o Nordeste cresceu 2,8%. Além do Ceará, o destaque da região é a Bahia com desempenho, influenciado pela indústria química, de 8,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.


