Indústria do Paraná retoma crescimento
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sábado, 05 de dezembro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial do Paraná teve um crescimento de 8,7% no Paraná em outubro comparado a setembro. Foi o melhor resultado entre 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e superior a média nacional de ficou em 2,2%. Na comparação com outubro de 2008, o Paraná apresentou crescimento de 0,6%, primeira taxa mensal positiva desde o último mês de abril. Outubro é um dos meses de mais atividade na produção industrial por conta das vendas de final de ano.
De acordo com a pesquisa industrial do IBGE, a maior contribuição positiva em outubro veio do setor de edição e impressão (113,7%). Os impactos negativos vieram das indústrias de veículos automotores (-21,6%) e de alimentos (-12%). A Editora Dom Bosco é uma das empresas da área de edição e impressão do Paraná que reflete a tendência apontada pela pesquisa.
De janeiro a outubro deste ano, a Editora teve um crescimento de 42% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado. Em volume de material produzido, o aumento foi de 20%. O grupo lançou material próprio para o Enem e produz um total de 800 mil livros por ano. Para 2010, a previsão é ter um crescimento de 52% no faturamento. As escolas do Dom Bosco somam 120 mil alunos entre colégios, cursos pré-vestibulares e faculdades e atendem com material didático 700 escolas conveniadas no Brasil. ''Não basta só o livro para ter qualidade. É preciso ter um corpo docente qualificado'', disse a diretora comercial da Editora Dom Bosco, Cristiane Pizzatto.
No ano, o Paraná ainda caminha com resultado negativo na produção industrial que teve queda de -5,2% de janeiro a outubro. No entanto, o economista do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, destaca que, apesar da queda, o Estado teve a segunda menor redução na produção, só atrás de Goiás (-1,7%) e acima da média nacional que caiu -10,7%. Nos últimos 12 meses, o Paraná teve redução de -4,4% na produção, também a segunda menor queda e acima do resultado nacional que registrou redução de -10,6%.
Zurcher explica que o Paraná teve um resultado melhor porque possui uma situação mais favorável de fornecimento de energia elétrica, procurou novos mercados para exportação e conta com a presença forte do agronegócio.
Mas, ele alertou que a crise financeira mundial ainda não encerrou para a indústria. ''Ainda estamos em crise'', disse. Ele prevê que para 2010 haja melhora com o crescimento da renda e do emprego e também em função do ano eleitoral. Lembrou que, apesar dos incentivos da redução do IPI, o setor de veículos ainda sofre com as exportações. A previsão é que, em 2010, seja possível recuperar as perdas da indústria de 2009, mas não chegará aos patamares de 2008.
De janeiro a outubro deste ano, as vendas industriais que fazem parte da pesquisa da Fiep caíram -7,36% e a previsão é fechar o ano com queda de 7,5%. Até outubro, houve queda de 4% na geração de empregos, o que aponta o fechamento de 25 mil postos de trabalho.
País
Em outubro comparado a setembro, a produção industrial cresceu em dez dos 14 locais pesquisados pelo IBGE. Além do Paraná, os resultados positivos aconteceram em Minas Gerais (3%), Espírito Santo (2,9%), Ceará (2,3%), São Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,1%), Pará (1,2%), Rio de Janeiro (0,9%), Rio Grande do Sul e Bahia (ambos com 0,8%). Na comparação com outubro de 2008, ocorreram resultados negativos em dez dos 14 locais pesquisados. Segundo o IBGE, a pesquisa apontou uma maior confiança das indústrias na economia.


