Indústria do Paraná produziu menos
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quinta-feira, 07 de maio de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial do Paraná caiu 2,3% em março em comparação a fevereiro deste ano. O Estado foi na contramão da maior parte das regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Oito dos 14 locais que fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Regional tiveram crescimento com destaque para Rio de Janeiro (5,4%), Pernambuco (5,1%) e Minas Gerais (3,4%). No entanto, na comparação com março de 2008, houve queda em 13 das 14 regiões. Neste caso, o Paraná foi o único local que apontou taxa positiva, impulsionada pelo desempenho do setor de edição e impressão.
Este desempenho positivo do Paraná pode ser explicado pela situação privilegiada do Estado graças ao agronegócio. O coordenador do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, disse que a maior parte dos produtos do agronegócio não depende de crédito e, por isso, não foi afetado pela crise financeira. ''O fenômeno da crise é sobre os bens duráveis. O Paraná tem a renda formada preponderantemente pelo agronegócio'', disse.
Além disso, Schmitt explicou que o resultado da produção industrial de um mês isolado não permite uma análise criteriosa. ''A taxa anual é que interessa. É o dado mais importante'', disse. Nos últimos 12 meses, a produção do Estado cresceu 5,9% e foi o melhor resultado entre as 14 regiões pesquisadas, inclusive acima da média nacional que fechou o período com queda de -1,9%.
No primeiro trimestre de 2009 comparado com o mesmo período do ano passado, todos os locais tiveram queda. As perdas mais acentuadas ocorreram no Espírito Santo (-31,6%), Minas Gerais (-24,4%), Amazonas (-19,4%), Rio Grande do Sul (-16,9%) e São Paulo (-15,1%). No Paraná, a redução foi de -0,9%.
Setores - Em março de 2009 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, das 14 atividades industriais pesquisadas no Paraná, sete tiveram desempenho positivo. O setor de edição e impressão teve crescimento de 155,9% e participou com a contribuição mais importante sobre a formação do índice geral do Estado. Nesta área houve aumento de encomendas de livros brochuras ou impressos didáticos. Além disso, ocorreu crescimento na produção de produtos químicos (49,6%) e alimentos (6,6%). O setor que teve a maior queda foi veículos automotores (-26,7%).
A produção trimestral mostrou queda de 0,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior e aumento de 1,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior.


