As indústrias do Paraná e da Bahia superaram com grande
vantagem o desempenho das demais regiões pesquisadas pelo IBGE - o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas -, em fevereiro. No confronto com igual mês do ano passado, o crescimento chegou a 11,9% no Paraná, puxado pelos setores de material elétrico e de comunicações, química e material de transporte.
Já para a indústria baiana, com taxa de 10,2%, os destaques ficaram por conta da química e da metalúrgica. Nos outros três locais com resultados positivos, o crescimento foi mais modesto: região Sul (2%), Rio de Janeiro (1,9%) e São Paulo (0,3%). Entre as áreas que apresentaram quedas, Pernambuco assinala o maior recuo (-19,8%) em decorrência do término antecipado da safra de cana-de-açúcar. Houve redução ainda em Minas Gerais (-4,1%), Santa Catarina (-1,5%) e Nordeste (-0,3%), ao passo que no Rio Grande do Sul o crescimento foi nulo.
Entre dez locais pesquisados, oito fecharam o primeiro bimestre do ano com taxas negativas. Os resultados situam-se abaixo dos observados no quarto trimestre do ano passado, à exceção do Rio de Janeiro que, apesar de ainda apresentar desempenho negativo, revela alguma melhora. No Nordeste, entre um período e outro, a indústria passa de um aumento de 4,5% para uma redução de -0,2%.
O mesmo comportamento é verificado no Sul, que assinalou 1,3% no último trimestre/97 e -1% nos dois primeiros meses de 1998. Em Minas Gerais e em São Paulo, as mudanças econômicas derrubaram a produção da indústria automobilística e comprometeram o desempenho global do setor, em razão da significativa participação na estrutura industrial dos dois locais.
Com isso, os resultados passaram de 4,1% para -1,9% em Minas e de 2% para -0,9% em São Paulo, entre o quarto trimestre de 97 e o primeiro bimestre de 98. Em nível nacional, a queda observada no primeiro bimestre (de -2,7%) é mais intensa que as assinaladas nas regiões selecionadas, o que pode ser explicado pelo forte recuo por que vem passando os eletroeletrônicos, cuja fabricação concentra-se na região Norte.
A produção da região Sul voltou a crescer, avançando 2% frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado janeiro-fevereiro houve ligeira queda de 1% sobre o mesmo período do ano anterior, e nos últimos 12 meses a variação chega aos 5,7% de crescimento.

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