Indústria do Paraná é mais produtiva
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segunda-feira, 06 de abril de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial caiu em todos os 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no primeiro bimestre deste ano. O Paraná teve a menor queda (-3,5%) enquanto no País o índice fechou com redução de 17,2%.
O coordenador do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, disse que este resultado pode ser explicado porque o Paraná foi um dos estados que mais investiu na ampliação da capacidade produtiva nos últimos dois anos e meio. ''O Paraná está com desempenho acima da média nacional porque tem estrutura produtiva mais imunizada e mais diversificada'', explicou. Ele destacou ainda que o Estado tem uma indústria de bens de consumo corrente que não depende de crédito e ainda tem preponderância no agronegócio.
As indústrias do Espírito Santo (-31,4%), Minas Gerais (-27,6%), Amazonas (-22,0%), Rio Grande do Sul (-20,6%) e São Paulo (-17,7%) foram as que tiveram as maiores quedas. Segundo o IBGE, o quadro é consequência da redução generalizada na atividade fabril, que afeta ramos produtores de bens de consumo duráveis, intermediários e bens de capital. O setor de bens de consumo semi e não duráveis, de acordo com o órgão, foi relativamente menos atingido.
Na análise do índice acumulado dos últimos 12 meses, a indústria do Paraná se destaca com a maior taxa de crescimento (5,7%) do país. Apesar disso, o resultado é o mais baixo para o estado desde agosto de 2007, quando a elevação foi de 5,1%. Nesse mesmo recorte, as indústrias de cinco das 14 regiões pesquisadas registraram avanço. Além do Paraná, os estados de Goiás (5,1%), Pará (2,6%), Ceará (0,9%) e São Paulo (0,8%) e também apresentaram alta, diferentemente da média nacional, que ficou em -1%.
Frente a janeiro, a produção industrial do Paraná avançou 5,7% em fevereiro, após crescimento de 8,2% no primeiro mês do ano. Já na comparação entre fevereiro de 2009 com o mesmo mês de 2008, o aumento foi de 1,5%, a única taxa positiva entre os 14 locais pesquisados.
Segundo o levantamento do IBGE, o crescimento da indústria do Paraná na comparação entre fevereiro de 2009 e fevereiro de 2008 foi puxada principalmente pelo setor de edição e impressão, que cresceu 184,5%. Esse valor atípico pode ser explicado pelo aumento de encomendas governamentais de livros brochuras ou impressos didáticos para atender o início do ano letivo.
Outras atividades que exerceram impacto positivo relevante foram a indústria de alimentos (7,0%), com destaque para a fabricação de carnes e miudezas de aves; tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja. Já os principais impactos negativos vieram de veículos automotores (-39,7%), máquinas e equipamentos (-29,4%) e madeira (-33,1%).
No acumulado dos últimos 12 meses, a produção do Paraná caiu em oito dos 14 ramos pesquisados, com destaque para veículos automotores (-42,7%), máquinas e equipamentos (-24,6%) e madeira (-33,2%).


