Indústria do Paraná é destaque nacional
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial paranaense foi destaque nacional em novembro, apontam os dados da produção industrial divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado registrou 11,5% de crescimento enquanto, na média nacional, a produção caiu 0,1%.
Em outubro, a produção paranaense havia recuado 9,6%, mas segundo o coordenador do Departamento Econômico da Federação da Indústria do Estado do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, o setor industrial paranaense teve o terceiro melhor desempenho do país na comparação do período de dezembro de 2009 a novembro de 2010 com dezembro de 2008 a novembro de 2009. ''Houve um crescimento acumulado de®MDBU ®MDNM 15,56%, superado apenas pelo do Espírito Santo - com 25,9% e Minas Gerais - 16,7%'', explica.
''Também foi o segundo melhor desempenho dos últimos oito anos, atrás apenas do Pará'', completa. Para Schmitt, o crescimento da renda disponível da população aliada à farta oferta de crédito contribui para esses resultados. Ele destaca ainda que houve uma forte recuperação das perdas registradas em 2009, resultado da crise financeira mundial. ''Estamos recompondo o ritmo da economia de 2008'', aponta.
Segundo o pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Fernando Raphael Ferro de Lima, o bom resultado é consequência da ''estrutura produtiva do Estado''. ''Tivemos a volta da produção de fertilizantes, um crescimento do setor de editoração além do aumento na produção de veículos leves e pesados'', destaca.
Somada a forte indústria alimentícia instalada no Estado, esse perfil favoreceu os paranaenses em 2010. ''Tivemos um aumento nos salários, desemprego baixo. Isso tudo contribui'', explica. A produção de alimentos industrializados - como sucos, laticínios - é a principal razão pela qual Schmitt não acredita que o Estado virá a sofrer uma queda industrial em 2011 por conta das medidas do governo federal de restrição de crédito. ''Isso terá algum efeito sobre a produção de veículos, mas a venda de alimentos continuará aquecida'', diz.


