Indústria do Paraná é a que mais cresce no País
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de julho de 2010
Andréa Bertoldi com Folhapress<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná teve o melhor resultado na produção industrial de maio entre 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com crescimento de 17,7% em relação a abril deste ano, acima da média do País que ficou estável. Em maio comparado com o mesmo mês de 2009, o Estado também foi o que mais cresceu com 31,3% de alta na produção e acima da média nacional que foi de 14,8%. De janeiro a maio o crescimento foi de 15,6% e nos últimos 12 meses de 5,6%.
No quinto mês do ano, a produção paranaense teve crescimento em 13 das 14 atividades pesquisadas. Os setores que apresentaram os resultados mais significativos foram edição e impressão (106,2%), veículos automotores (55,5%) e máquinas e equipamentos (52,5%), celulose e papel (30,9%) e bebidas (50,4%). O único impacto negativo veio de refino de petróleo e produção de álcool (-2%), pressionado pela produção menor de óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e álcool.
''Essa notícia do Paraná já era esperada porque em abril o Estado teve desempenho ruim. Agora, voltou à normalidade'', disse o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher. Ele destacou que o Estado vem crescendo acima da média nacional e que, os números de maio, reforçam essa tendência.
Segundo ele, a safra impactou no resultado porque o Paraná tem muitas indústrias ligadas ao agronegócio. O economista acredita que o Estado feche 2010 com um crescimento de 10% na produção industrial e de 6% a 7% nas vendas da indústria, o que levaria o Estado a patamares semelhantes a 2008.
Zurcher explicou que o setor de automóveis voltou a exportar, mas também destinou uma parcela maior da produção para o mercado interno. O aumento da produção de máquinas e equipamentos está ligado ao bom desempenho do campo e aos empresários que adquiriram mais máquinas porque preveem continuidade do crescimento econômico. No entanto, o setor que ele acredita que mais vai impactar em 2010 é o de veículos.
De janeiro a maio, 12 setores industriais tiveram aumento de produção. Os principais impactos positivos vieram de veículos automotores (61,6%), máquinas e equipamentos (43,3%), celulose e papel (14,5%) e mobiliário (51,2%). Os resultados negativos foram de outros produtos químicos (-8,7%) e edição e impressão (-1,3%).
Brasil
A produção industrial cresceu em seis das 14 regiões pesquisadas em maio, na comparação com abril. Na média nacional, a indústria apresentou estabilidade na mesma base de comparação.
Além do Paraná, as outras taxas positivas ocorreram na Bahia (4%), Rio de Janeiro (2,8%), Nordeste (1,6%), Pernambuco (1,5%) e em Minas Gerais (1,15%). Em Santa Catarina, a produção ficou estável.
São Paulo e Ceará apresentaram redução na mesma intensidade (-0,9%). A produção também caiu no Rio Grande do Sul (-2%), Amazonas (-2,2%), Goiás (-2,4%), Espírito Santo (-2,8%) e Pará (-2,9%).
Na comparação com maio de 2009, a atividade industrial subiu em todas as 14 regiões pesquisadas. Na média nacional, a indústria teve alta de 14,8% na mesma relação. Deve-se levar em conta que no início do ano passado, com os efeitos da crise, o setor sofreu uma das piores quedas da história.
Nos cinco primeiros meses do ano, a produção cresceu de modo generalizado. Nessa comparação, o melhor resultado foi o do Espírito Santo (37,3%).


