Curitiba O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem os resultados da pesquisa de desempenho industrial no mês de agosto deste ano, no confronto com o mesmo mês de 2002. Os índices nacionais apontam que o desempenho da indústria brasileira deste ano foi negativo: -1,8%. Apenas cinco estados brasileiros tiveram desempenho positivo: Espírito Santo (11,6%), Pernambuco (6,7%), São Paulo (1%), Paraná (0,2%) e Minas Gerais (0,1%).
No Paraná, os principais indicadores da produção industrial tiveram taxas positivas de crescimento. O índice de 0,2% refletiu os resultados positivos alcançados por oito dos 19 setores pesquisados e foi sustentado pelos setores de material de transporte (51,0%), mecânica (21,8%) e alimentares (3,7%). Pressionaram negativamente a taxa global, os setores da química (-9,0%) e a da indústria de minerais não metálicos (-16,9%).
No indicador acumulado para o período janeiro-agosto, o IBGE verificou a influência das exportações da agroindústria e da extração do petróleo sobre a dinâmica do setor industrial de 2003. Prova disso foram os desempenhos neste período de estados como o Espírito Santo (17,3%), Paraná (2,9%), Rio Grande do Sul (1,9%) e Bahia (0,2%).
Onze gêneros investigados na pesquisa industrial do IBGE no Paraná apresentaram crescimento. A principal influência veio da indústria mecânica (17,9%). Papel e papelão (-4,9%) e produtos de matérias plásticas (-18,0%) responderam pelas contribuições negativas mais significativas. O coordenador estadual do IBGE, Sinval Dias dos Santos, comentou que o desempenho paranaense no setor mecânico foi devido principalmente ao incremento da agroindústria. ''O maior impulsionador desse crescimento na indústria paranaense foi a produção de tratores e colheitadeiras. Uma prova de que a agroindústria está sendo fortalecida no Paraná'', analisou ele.

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