Indústria do Paraná cresce só 0,7% em 97
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terça-feira, 30 de dezembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
A indústria paranaense fecha o ano de 1997 com um crescimento seis vezes menor que a estimativa feita em janeiro. No iníicio do ano, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) previa um aumento de 4% na atividade industrial e nas vendas, mas o índice médio ficou em 0,7%. Para 98, a previsão é mais modesta. A Fiep arrisca um crescimento não superior a 2%, a partir do primeiro trimestre do ano.
A Fiep garante que a queda nas vendas se concentrou nos dois últimos meses do ano, quando foi anunciado o pacote econômico do governo federal. Quando fizemos a previsão, não imaginávamos a crise asiática, afirmou o presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho. Ele disse que até o mês de outubro as vendas na indústria acumulavam uma variação positiva de 3,8%.
Mas os relatórios mensais da Fiep mostraram que a diminuição da atividade industrial no Estado apresentou um tendência de queda desde o início do segundo semestre. Ainda no primeiro semestre, o setor madeireiro enfrentou uma crise de mercado. As vendas fracas no mercado nacional fizeram muitas empresas se voltar para a exportação. Outra fecharam as portas.
Os setores de alimentos, têxtil e químico foram os que puxaram os resultados para baixo. Os três segmentos tiveram queda nas vendas no segundo semestre. A indústria química apresentou redução de 19% sobre 96. As fábricas que produzem alimentos tiveram queda média de 8,4% e as têxteis com redução de 10,4%.


