CONJUNTURA Indústria do Paraná aponta recuperação Números de janeiro mostram recuo de 13,7% sobre dezembro, mas comparação com janeiro do ano passado indica retomada Carmem Murara De Curitiba Arquivo Folha HORA DA REAÇÃO Para a Federação das Indústrias, empresas do Paraná começam a dar provas de que estão se recuperando do fraco desempenho O desempenho da indústria paranaense no mês de janeiro confirma a máxima de que o brasileiro só começa a trabalhar após o Carnaval. As vendas apresentaram queda média de 13,7% sobre o mês de dezembro, que também é considerado fraco. Mas os números são positivos quando a comparação é feita sobre o mesmo mês no ano passado. O crescimento foi de 7,2% sobre janeiro de 1999, o que representa uma retomada na economia. Os números foram divulgados nesta semana pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). A análise feita pela entidade, é que as empresas no Estado começam a dar provas que estão se recuperando do fraco desempenho ocorrido no ano passado. Em janeiro do ano passado havia uma incerteza no mercado nacional que acabou culminando com a desvalorização do real em relação ao dólar. Os negócios relacionados à exportação praticamente pararam nos primeiros meses do ano passado e houve ainda um encarecimento. A indústria paranaense, assim como a nacional, teve uma sucessão de resultados negativos nas vendas, que só começaram a reverter a partir do segundo semestre de 99. O último balanço divulgado pela Fiep aponta que o setor de produtos farmacêuticos e veterinários foi o que mais se destacou. O crescimento nas vendas foi de 240% em janeiro sobre dezembro. O segundo segmento que teve um bom resultado, em janeiro, foi o editorial com variação positiva de 28,4%. Em terceiro lugar apareceu a indústria de papel e papelão com 1% sobre dezembro. Em compensação, o setor de bebidas caiu 48%, o de perfumarias reduziu 45% e o têxtil 38%. Eles tiveram os piores resultados. A comparação feita entre janeiro deste ano com janeiro do ano passado mostra que dez produtos venderam mais e nove tiveram queda de venas. A queda nas vendas de janeiro sobre dezembro foi verificada em todos os tipos de negociação. A comercialização interna, feita no próprio Estado, caiu 13%, enquanto que as vendas para outros Estados reduziu em 7,2%. As exportações foram as operações que sofreram as maiores baixas. A indústria paranaense exportou 32% menos. Segundo a Fiep, a indústria está operando com um faturamento real 36,7% superior à média praticada em 1992, ano em que entidade começou a fazer o levantamento.