Você já está pensando em comprar ovos de Páscoa? Provavelmente ninguém esteja. Entretanto, para que o produto chegue ao consumidor na época certa as fábricas precisam se organizar bem antes da data. Em Rolândia (25 km a oeste de Londrina) a empresa Itamaraty iniciou a produção de chocolates em outubro. A expectativa da empresa é produzir um milhão de ovos para a Páscoa de 2005, que será comemorada em 27 de março. Para dar conta de todo esse volume de produção, 120 trabalhadores temporários formam contratados.
O diretor de vendas da empresa, Antonio Celso Chequin, afirma que a Páscoa é a melhor evento do ano para o incremento da produção de chocolates. ''Na Páscoa de 2004 tivemos um ano esplêndido quando a produção cresceu 45% em relação ao ano anterior'', contabiliza.
Chequin avalia que o aumento nas vendas no ano passado foi tão expressivo porque a Páscoa caiu no mês de abril. ''No ano passado a Páscoa foi mais tarde e não estava mais tão quente o que facilita a venda dos produtos em mercados que não dispõe de refrigueração'', explica. Outro fator é que, sendo a Páscoa mais tarde, as pessoas já equilibraram o orçamento devido aos gastos de final de ano e tem mais dinheiro para gastar com ovos de chocolate.
Para 2005, a empresa está aumentando a produção em 10%. ''Vamos manter o crescimento de 45% conseguido em 2004 e somar mais 10%'', esclarece Chequin. Ele explica que o sul do País e interior de São Paulo são os principais consumidores do chocolate da empresa.
Para conseguir produzir um milhão de ovos, a fábrica contratou 120 funcionários temporários, a maioria mulheres. Além disso, mais 150 pessoas estão sendo selecionadas para trabalharem em venda, entrega, montagem de pontos de demostração que serão instalados principalmente em supermercados.
Para atender a clientela a tempo, a empresa começou a fazer grandes barras de chocolate no mês de outubro. Agora estão sendo produzidos os ovos de chocolate - ao todo a empresa fabrica 17 tipos. ''Atualmente a linha de produção trabalha em três turnos'', ressalta Chequin. Segundo ele, neste ano, o mercado brasileiro vai consumir cerca de 110 milhões de ovos de Páscoa.
Devido ao aumento nos insumos da produção como manteiga de cacau e papel para embalagens, Chequin avalia que o preço dos ovos deve ficar de 13% a 15% mais caros neste ano. Mas apesar do aumento, a expectativa é otimista. ''O nosso forte é a qualidade e o preço bom.''

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