Indústria discute hoje adição do amido à farinha
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quarta-feira, 17 de outubro de 2001
Marcos Zanatta<br> De Maringá 
O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Maurício Yamakawa, de Paranavaí, participa hoje na Câmara dos Deputados, em Brasília, do debate sobre adição de derivados de mandioca na farinha de trigo. O encontro é coordenado pelo deputado Aldo Rebelo, autor de projeto que defende o uso da farinha de mandioca e do amido na indústria de panificação. ''O envolvimento da Câmara no debate mostra a preocupação com a crise que afeta a mandiocultura'', alerta Yamakawa.
Ele ressalta que apesar de a cultura ter importância social, vem sofrendo com a queda no preço da raiz e aumento no custo de produção. Uma das alternativas defendidas pela Abam é o uso da farinha e amido de mandioca na panificação. Segundo cálculos do Centro Tecnológico de Amidos, da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Cascavel, a fécula pode substituir até 30% da farinha de trigo nos pães caseiros, 25% em biscoitos e 20% no pão francês.
O centro tem ainda um comparativo de preços, que mostra a vantagem do uso dos derivados de mandioca. Uma panificadora que consome 200 sacos de 25 quilos de farinha ao mês pode economizar de R$ 280,00 a R$ 520,00. Existe ainda a melhoria na qualidade do produto. ''O pão francês, por exemplo, tem a vida útil prolongada por mais três horas, sem murchar'', diz Dermânio Tadeu Lima Ferreira, da fundação de Cascavel, que já 12 anos faz pesquisa com o amido na panificação.


