Curitiba - A indústria paranaense deve continuar crescendo em 2012. A previsão do economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, é que as vendas industriais tenham uma elevação de 4%, percentual que deve ficar acima da média nacional. No entanto, uma das preocupações é o setor de vestuário. Muitos empresários deste segmento estão transferindo suas fábricas para o Paraguai ou o Nordeste do Brasil, o que pode provocar desindustrialização.
Zurcher prevê que o desempenho das vendas industriais do Paraná deve continuar baseado em alimentos, veículos e petróleo e álcool, setores que vão continuar em crescimento. ''A indústria do Paraná cresce mais que em outros Estados e, dentro de três ou quatro anos, deve ultrapassar o Rio Grande do Sul'', prevê.
O economista da Fiep acredita que os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) mais o México são os que mais vão crescer. O Brasil, segundo ele, pode passar de 7 para 4 economia do mundo e a Índia de 11 para 3 Em um longo prazo, ou seja, em 2040, os Brics pderão ter o PIB maior que o G6 (Alemanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália e Japão). E, para ele, a União Europeia, pode demorar até cinco anos para sair da crise.
A maior preocupação de Zurcher são os sinais de desindustrialização que o Paraná vem apresentando que são evidenciados no aumento de 42% nas exportações de produtos básicos em 2010 e na elevação de 463% na importação de bens de consumo no ano passado. Além disso, a balança comercial teve superavit em produtos como soja, madeira, carne, açúcar, entre outros itens que vem do campo.
Agronegócio
O agronômo e mestre em economia e técnico da Conab, Eugênio Stefanelo, prevê maior dificuldade em aumentar as exportações em 2012, preços menores para as commodities, maior instabilidade de preços, despesas maiores de comercialização e logística, prêmios mais baixos, câmbio mais alto e um ''ano mais apertado'' para o agronegócio.
Ele acredita que haja aumento das barreiras comerciais, o que levará a mais dificuldade para exportar para os Estados Unidos, a União Europeia e o Japão. O preço do boi não deve subir e o preço do café tende a ser menor. Milho e soja, que são os produtos mais importantes para o Paraná, devem ter redução de preço. (A.B.)

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