Curitiba - A produção industrial paranaense cresceu 14,2% em 2010 e ficou entre os cinco melhores resultados do País e acima da média nacional que fechou o ano em 10,5%. E as perspectivas são otimistas. A previsão é que o setor continue crescendo neste ano, mas em uma velocidade um pouco menor que em 2010. O desempenho vai depender também do clima, já que o Estado tem uma produção agropecuária intensa. Caso tudo corra dentro do esperado, o Paraná deve apresentar novamente crescimento acima da inflação. A previsão é do economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher.
De janeiro a dezembro de 2010, 12 dos 14 setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tiveram desempenho positivo no Paraná. O mais expressivo foi o de veículos automotores que registrou crescimento de 57,6% na produção com destaque para caminhões, tratores agrícolas e máquinas para colheita. O economista disse que em 2010, o setor de automóveis teve recuperação no mercado interno e nas exportações.
Só a Volvo vendeu 18,3 mil caminhões pesados e semipesados e 1,4 mil ônibus no Brasil e demais países da América Latina. A empresa teve um faturamento de R$ 6,8 bilhões em 2010, bastante superior aos R$ 3,9 bilhões obtidos em 2009.
Também tiveram crescimento no ano passado, os setores de máquinas e equipamentos (24,5%) e de alimentos (8,3%). Nesta última área, os destaques foram para carnes e miudezas de aves e açúcar cristal. Zurcher explicou que o setor de alimentos teve bom desempenho com a safra paranaense e a indústria que é voltada para a produção agropecuária.
No ano passado, ocorreu desempenho negativo para os setores de refino de petróleo e produção de álcool (-8,4%) e outros produtos químicos (-14%) pressionados, principalmente, pela perdas registradas nos itens óleo diesel e gás liquefeito de petróleo, no primeiro ramo, e adubos e fertilizantes no segundo.
Em dezembro comparado com novembro, o Paraná teve queda na produção de -5%. Na comparação com dezembro de 2009, houve um pequeno aumento de 0,2% e seis dos 14 ramos pesquisados tiveram aumento de produção. Os maiores impactos positivos vieram de veículos automotores (35,4%).

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