Indústria defende verba de custeio para cafeicultores
SÃO PAULO - Os representantes da produção no Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC) defendem a liberação de recursos para a lavoura como solução para a perda de competitividade da indústria de solúvel. Os representantes da lavoura alegam que a maior parte dos produtores não aproveitou a recente alta de preços porque havia vendido sua safra antes e que permanecem descapitalizados.
Em fevereiro, as fábricas exportaram o equivalente a 160 mil sacas de solúvel, quando o normal seria 260 mil sacas. Motivo: a perda de competitividade dos processadores brasileiros. O conillon brasileiro, matéria-prima básica, está custando 40% mais que o robusta africano e asiático.
Os produtores refutam o drawback, importação de matéria-prima com o compromisso das empresas de reexportar o produto acabado, procedimento defendido oficialmente pelos exportadores, torrefadores e industriais do solúvel.
Segundo Manoel Bertone, conselheiro pela lavoura no CDPC, ninguém na verdade quer o drawback. A solução é subsidiar a venda de parte dos estoques oficiais, medida que desagrada parte do mercado. A primeira experiência ocorreu no leilão oficial deste mês, quando os industriais de solúvel adquiriram o produto na faixa de R$ 81 a R$ 84, valor equivalente ao robusta no mercado internacional, mas 30% mais barato que tipos semelhantes no mercado disponível.





