Indústria de SP retoma níveis pré-crise
Indústria de SP retoma níveis pré-crise
Produção cresce 2,7% sobre março e atividade volta ao patamar anterior a outubro de 97
Agência Estado
A indústria paulista voltou a crescer no mês de abril e seu nível de atividade já se encontra praticamente nos mesmos níveis observados no período anterior à crise asiática, em outubro do ano passado. De acordo com o Indicador do Nível de Atividade (INA) dessazonalizado, medido pela Fiesp e divulgado ontem à tarde, o crescimento foi de 2,7% em abril em relação ao mês anterior, e de 1,1% em comparação a outubro de 97. Em relação a abril do ano passado, o INA recuou 2,3%, considerando que nesse ano houve um número menor de dias úteis em abril relativamente ao mesmo mês do ano passado.
Na comparação do bimestre março-abril desse ano e o de 1997, o crescimento foi de 2,6%. As vendas reais dessazonalizadas, por sua vez, registraram crescimento de 0,5% em abril em relação a março. Essa taxa é a mesma em relação ao mesmo mês de 97. Em relação a outubro de 97, esse índice permaneceu praticamente estável, com um recuo de 0,1%.
O diretor do Departamento de Economia da Fiesp, Bóris Tabacoff, atribuiu essa recuperação à queda nas taxas de juros. Embora ainda elevados, estão contribuindo para aumentar na margem as vendas de bens de consumo duráveis. O exemplo disso é o bom desempenho do setor automobilístico, que vem apresentando bom desempenho nas exportações. No primeiro quadrimestre do ano, a produção de caminhões cresceu 25% em relação ao mesmo período de 97. No caso dos ônibus, o aumento foi de 35,6%, contra um crescimento de 36,1% na produção de máquinas agrícolas. No segmento de eletroeletrônicos, as vendas de TVs em cores cresceram 42,6%.
Outro fator importante para essa recuperação da indústria, segundo Tabacoff, foi a expansão de 16,8% nas exportações de manufaturados no primeiro quadrimestre desse ano em comparação ao mesmo período de 97. Além disso, houve uma ampliação dos investimentos em infra-estrutura por causa dos programas de privatização, principalmente do setor de telecomunicações.
Para o mês de maio, disse Tabacoff, sete setores prevêm expansão de suas atividades: alimentação, automobilístico, autopeças, eletroeletrônicos, papelão ondulado, plástico e tinta. Os setores farmacêutico, de máquinas e equipamentos, perfumaria e têxtil, devem permanecer estáveis, e o setor químico deve recuar.





