São Paulo - A Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis) deu início a uma série de ações para quebrar preconceitos sobre sorvetes e, assim, tirar o setor da estagnação das vendas que se arrasta há anos. A meta final é elevar o consumo per capita de sorvete no País dos atuais 3,04 litros por ano para 6,1 litros/ano até 2009.
De acordo com o presidente da Abis, Eduardo Weisberg, esse valor ainda é muito baixo se comparado a de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o consumo é de 22,5 litros/ano; no Canadá 17,8 litros/ano. O executivo explica que o principal empecilho ao desenvolvimento do setor ainda é a questão cultural.
''O brasileiro não vê o sorvete como um alimento, mas como uma guloseima e apenas para os dias quentes'', explica Weisberg. ''Para se ter uma idéia do quão atrás estamos da média mundial, países frios como Suécia e Finlândia apresentam um consumo per capita superior ao nosso, da ordem de 14 litros/ano.''
Ciente dessa peculiaridade, a associação resolveu fazer um trabalho de base, de modo a atingir crianças em idade escolar. A idéia é que os pequenos incorporem o sorvete à sua dieta, o que elevará facilmente o consumo per capita do alimento no médio e longo prazo. Para tanto, a associação está trabalhando para incluir o sorvete na merenda escolar.
De acordo com Weisberg, entre março e abril uma grande cidade brasileira deve aprovar o projeto, abrindo o caminho para que outros municípios também adiram. Segundo ele, a proposta está em licitação e, se aprovada, elevará em pelo menos 5% o volume de sorvete comercializado em 2004, ante o resultado de 2003, quando foram vendidos 533 milhões de litros de sorvete.
''Prevemos para 2004 um crescimento de 5% em volume, alta que pode chegar a pelo menos 10% caso seja aprovada a incorporação do sorvete à merenda escolar dessa grande cidade'', afirma Weisberg, sem revelar o município em questão.

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