A indústria de shoppings centers espera movimentar R$ 53,4 bilhões este ano no Brasil, apostando em fatores como a qualidade no atendimento, planejamento e diversificação no mix de produtos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), o empresário Nabil Sahyoun, no início dos anos 80, apenas 22 segmentos disputavam o mix de produtos ofertados pelos shoppings brasileiros. ''Hoje, são perto de 90 - dos tradicionais passando pelos gêneros de primeira necessidade, serviços diversificados, lazer e o entretenimento'', comenta.
Segundo o dirigente da Alshop, as áreas destinadas ao lazer, serviços e de entretenimento já representam cerca de 20% da área bruta locável (ABL) dos shoppings. O empresário explica que ''há menos de uma década, estes espaços não chegavam a ocupar 5% da metragem destinada à locação na maioria dos shoppings.''
Sahyoun cita um estudo que mostra a tendência cada vez maior do consumidor buscar segurança, horários alternativos, diversificação e bem estar em um mesmo espaço físico. Com isso, os shoppings adquiriram status também de ambientes propícios ao lazer. O reflexo positivo dessa tendência, segundo o presidente da Alshop, é o aumento da frequência e do consumo em todas as áreas dos shoppings.
Reunindo mais de 71 mil lojas em 577 centros de compras que geram 756 mil empregos diretos e outros 2,5 milhões indiretos, a indústria de shoppings se expande com a construção de 45 novos centros, com obras já em andamento e que deverão ficar prontos no prazo de 20 meses.
Nabil Sahyoun esteve ontem em Londrina para abrir um ciclo de palestras e treinamento promovido pelo Catuaí Shopping para lojistas e gerentes. O programa, batizado de Interagindo, terá atividades durante todo o ano.

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