Indústria de São Paulo cresce 6,8%
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quinta-feira, 03 de maio de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista cresceu 2,1% em março na comparação com fevereiro, divulgou ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na comparação com março de 2000, o indicador teve aumento de 6,8%. No primeiro trimestre deste ano, o INA teve aumento de 6,1% sobre igual período de 2000. As previsões da Fiesp são de que o indicador continuará a crescer nos dois meses seguintes. Em abril, segundo a Fiesp, o crescimento será de 0,1% e, em maio, de 1,5%.
De acordo com Clarice Messer, diretora do Departamento de Pesquisas de Estudos Econômicos (Depecon), as altas do dólar e do juros deverão influenciar a indústria paulista nos próximos meses. Aqueles setores que importam muitos componentes poderão sofrer queda de atividade e aumento de custos, mas aqueles que exportam bastante sairão ganhando, afirmou. Segundo ela, os juros mais altos e a desvalorização do real começam a ser sentidos agora pela indústria, que vem usando, em muitos casos, componentes encomendados com dólar abaixo do nível atual. A diretora do Depecon salientou ainda que a indústria poderá sofrer impactos de uma possível falta de energia. Se houver realmente racionamento, num primeiro momento poderá haver aumento de custos e, num segundo momento, paralisação da produção, disse. Segundo ela, um setor que sofrerá bastante em caso de racionamento é o metalúrgico. Cerca de 40% dos custos de produção desse setor são com energia, explicou Clarice.
O INA do setor de metalurgia teve crescimento de 1,3% em março, ante fevereiro, e foi o que mais cresceu no primeiro trimestre, comparando com igual período no ano passado: 14,4%. As previsões da Fiesp para o setor em abril e maio são de retração de 0,1% e alta de 1,6%, respectivamente.
O Indicador do Nível de Atividade do setor de produtos alimentares cresceu 1,9% em março frente a fevereiro, mas deve crescer apenas 0,5% em abril e 1,4% em maio. No primeiro trimestre, cresceu 6,7% na comparação com os primeiros três meses de 2000.
Segundo Clarice, esse é um dos setores que pode se beneficiar da alta do dólar. Os setores de material de transporte, e de papel e papelão tiveram aumento do INA de 1,6% e 1,2% em março, respectivamente.


