Indústria de reboques deve injetar R$ 2 bi no Estado
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
Guilherme Gouveia<br>Reportagem Local 
Maringá Beneficiadas pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), as indústrias de reboque e semi-reboque para caminhões projetam injetar na economia no Estado cerca de R$ 2 bilhões nos próximos três anos. A informação é do advogado Shiguemassa Yamasaki, diretor de uma empresa de consultoria empresarial de Maringá, que foi contratada para elaborar um estudo sobre os prejuízos que as antigas alíquotas de ICMS estavam provocando no setor.
Em outubro do ano passado, um pool de empresários apresentou ao secretário de Fazenda do Estado, Heron Arzua, uma proposta de redução das alíquotas de ICMS do setor. ''O governo percebeu que havia uma situação de injustiça fiscal, que estava prejudicando o segmento'', avaliou Yamasaki. Em dezembro, o governador sancionou uma nova lei que abaixou as alíquotas de 18% para 12%. ''A situação estava desigual em relação a empresas de fora do Estado, que vendiam a mercadoria com 12% de ICMS. Nossa empresas estavam sentido os efeitos da descapitalização e perdendo mercado'', ponderou. Até o ano passado, sem o ajuste tributário, de cada 100 peças (também conhecidas com truck) vendidas no Estado, 80 era produzidas por empresas de fora, principalmente de São Paulo.
Hoje, às 14 horas, na sede da Noma do Brasil S/A, uma das principais empresas de reboque do Estado, instalada em Maringá, empresários do setor concedem uma entrevista coletiva para explicar os detalhes do projeto. Além de resgatar a competitividade com as indústrias rivais, o setor pretende gerar mais emprego e reverter a tendência atual do mercado de reboques. ''O segmento vai incrementar na economia paranaense R$ 2 bilhões em três anos, criando empregos diretos e indiretos a aumentando a arrecadação de ICMS das empresas do setor'', avaliou.


