Indústria de plástico vive crise e prevê desabastecimento
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quarta-feira, 15 de maio de 2002
Vânia Casado Equipe da Folha 
CuritibaA indústria de plástico não está conseguindo absorver os sucessivos reajustes nos preços da matéria-prima imposto pela Petrobras, desde que a estatal decidiu alinhar o preço dos derivados de petróleo com o mercado internacional. Nos últimos 30 dias, o polietileno, matéria-prima monopolizada pela estatal, já foi reajustado em 25% e fala-se em novo aumento de 10% para o mês que vem, disse o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep), Dirceu Galléas.
Para agravar a situação, o mercado já fala em desabastecimento da matéria-prima, cujas consequências serão drásticas no mercado. Segundo Galléas, se isso ocorrer todos os setores industriais que utilizam plásticos, desde a indústria automotiva até a indústria de alimentos, que depende de embalagens pláticas, serão seriamente afetados.
O desabastecimento da matéria-prima será provocado pela interrupção simultânea da produção no Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, e da fábrica argentina Dow Química, em função de problemas técnicos. O pólo de Camaçari está paralisado há cerca de 30 dias e não há previsão de retorno. A paralisação na produção reverteu uma tendência de estabilidade nos custos, porque havia excesso de matéria-prima, disse Galléas.
Para superar essas dificuldades, Galléas orienta as indústrias de plástico a reverem rapidamente seus contratos. Se não fizerem isso, vão quebrar, avisa o empresário.


