Indústria de pinus vai reduzir produção para aumentar preço
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quarta-feira, 12 de junho de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O setor produtivo de compensado de pinus decidiu ontem em reunião em Ponta Grossa diminuir ainda mais a produção, que já caiu 24% desde o começo do ano. A intenção do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintaria e Tanoarias e de Marcenarias de Ponta Grossa e da Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) é reduzir em 30% a produção nacional, que chegou a 80 mil metros cúbicos no ano passado.
O Comitê de Pinus decidiu produzir menos para adequar a oferta com a demanda do compensado. De acordo com o superintendente da Abimci, Jeziel Adam de Oliveira, o preço pago ao produtor ainda está baixo, US$ 162 por metro cúbico em média, sendo que antigamente o valor era de até US$ 250. A tendência é que esse valor aumente, mas não temos uma meta estipulada, porque o preço ideal varia de empresa para empresa, relatou.
O compensado de pinus é um dos diversos derivados da madeira cultivada em áreas reflorestadas. O Paraná e Santa Catarina respondem por praticamente toda a produção do compensado de pinus, que por sua vez é toda direcionada para a exportação. Em 2001, esse comércio movimentou cerca de US$ 280 milhões. Na reunião também decidimos que temos que achar novos nichos de mercado. Grécia, Espanha e Portugal são países potencialmente compradores nos quais não estamos sabendo chegar, avaliou Oliveira. Mas ele ressaltou que a principal meta no momento é reduzir a produção.
O Paraná possui entre 650 mil hectares a 750 mil hectares de pinus. De acordo com Oliveira, os produtores de compensado de pinus estão prontos para fazer a certificação da madeira, como alguns mercados consumidores requisitam. O problema é que há um custo altíssimo para certificar, mas o mercado não repõe o investimento, ponderou.


