SÃO PAULO - Os fabricantes de microcomputadores sem marca ou de nome comercial pouco conhecido aumentaram sua participação no mercado brasileiro. Calcula-se que, de 1 milhão de unidades vendidas no País no ano passado, esses fabricantes tenham conquistado uma fatia de 60%. Segundo o presidente da IBM, Mário Bethlem, todos os grandes fabricantes de computadores pessoais iniciaram o ano passado apostando num crescimento de pelo menos 25% nas vendas, mas não foi isso que aconteceu.
No caso da IBM, sua divisão de micros fechou 1996 com entregas de 180 mil unidades, apenas 6% mais que em 1995. ‘‘Pelo que temos conversado com os outros grandes fabricantes, essa tem sido a média de crescimento’’, afirma Bethlem. Como o mercado de forma geral realmente se expandiu cerca de 30% no ano passado, o presidente da IBM julga que a diferença tenha ficado com as indústrias que produzem sem marca própria, os chamados integradores. A partir de 1992, a participação dessas empresas decresceu gradativamente. Em 95, por exemplo, representavam menos de 40% do mercado.

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