Indústria de olho no final de ano
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domingo, 09 de outubro de 2011
Agência Estado 
São Paulo - Após um primeiro semestre com baixas encomendas e um começo de segundo semestre pouco animador, a indústria brasileira de embalagens e plástico começa a perceber os primeiros sinais de retomada de atividade. Nas últimas duas semanas, executivos das empresas de papel e plástico perceberam uma retomada, mesmo que tímida, dos pedidos da indústria para atender à demanda esperada para o final do ano. Em setembro, período no qual tradicionalmente há aceleração dos negócios por conta das festas de fim de ano, a situação permaneceu praticamente a mesma dos primeiros meses do ano. A reversão aconteceu somente nos últimos dias do mês. ''É como se o mercado tivesse percebido que outubro chegou'', diz o diretor comercial da Unidade de Cartões da Klabin, Edgard Avezum.
No momento em que vários indicadores da indústria mostram dados negativos tanto para agosto como para setembro, a percepção de executivos desse segmento, composto por fabricantes de peças plásticas e de papéis, pode ser um sinal de respiro da indústria no final do ano. O setor de embalagens acaba funcionando quase como um indicador antecedente por fornecer para toda a indústria. Tanto que foi um dos primeiros a sentir os efeitos da crise no início do ano.
Na oportunidade, a resposta do setor produtivo ao momento econômico foi a postergação de encomendas e maior utilização dos estoques, processo que se prolongou durante todo o primeiro semestre. O ritmo de negócios permaneceu abaixo do desejado entre julho e agosto. Em setembro, quando deveriam começar as encomendas, elas não ocorreram. Só nos últimos dias do mês é que o cenário começou a melhorar. ''A retomada não é vigorosa, mas é, pelo menos, um movimento interessante de um mercado que não estava se mexendo'', afirma o executivo da Klabin. A empresa fornece papel cartão utilizado nas embalagens, sobretudo dos setores de alimentos e higiene e beleza.
No segmento de resinas, utilizadas para a produção de peças plásticas em geral, inclusive embalagens, também surgiram indícios de ventos mais favoráveis aos negócios. ''Ainda não vimos nenhuma aceleração maior, mas percebemos que nossos clientes estão mais otimistas'', destaca o vice-presidente da Unidade de Negócios de Polímeros da Braskem, Rui Chammas.
Cauteloso, o executivo da Braskem destaca que ainda não é possível ter uma visão clara de como serão os negócios no final do ano. A única certeza é de que a sazonalidade natural da economia, com ritmo mais acelerado no final do ano, deverá se confirmar. ''O segundo semestre é tradicionalmente mais forte, então devemos registrar aceleração em relação ao primeiro semestre'', explica Chammas.


