São Paulo - A indústria de máquinas e equipamentos atingiu um faturamento de R$ 45,613 bilhões em 2004, um aumento de 30% em relação a 2003. Trata-se do melhor resultado desde 1995. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Newton de Mello, esse desempenho representa aumento da capacidade e da competitividade da indústria.
Em 2004, o faturamento global do setor foi puxado tanto pelas exportações, que somaram US$ 6,841 bilhões, com um crescimento de 38,5% sobre 2003, quanto pelo mercado interno. O crescimento de 20,6% do consumo aparente - resultado da produção, mais as importações, menos as exportações- reflete um aquecimento do mercado interno. Mello ressalta que a produção local de máquinas e equipamentos está equiparada a das nações desenvolvidas. ''Nenhum país, entre os cerca de 20 produtores mundiais de máquinas, pode pretender ter uma oferta de todos os tipos de equipamentos'', disse.
Os segmentos que mais contribuíram para o desempenho positivo do setor foram os de máquinas rodoviárias (+62,6%), máquinas para artigos plásticos (+56,7%), máquinas gráficas (53,6%) e máquinas-ferramenta (+51,1%). O nível de utilização da capacidade instalada teve um aumento de 6,1% ao passar de 77,15%, em 2003, para 81,88%, em 2004.
O setor deve realizar investimentos de R$ 8,2 bilhões neste ano, 35% a mais que os R$ 6,101 bilhões aplicados em 2004. ''Essa disposição por parte dos empresários contribuirá para ampliar a capacidade de produção do setor'', disse Mello.
Quanto ao nível de emprego, a indústria de máquinas e equipamentos encerrou 2004 com 207.312 empregados, um incremento de 13,2% sobre os 183.064 funcionários de 2003. Trata-se do melhor resultado desde 1995, quando o setor empregava, em média, 218.200 funcionários.

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