Indústria de máquinas projeta expansão
Indústria de máquinas projeta expansãoPRIMEIRO DIAFeira internacional de máquinas e equipamentos para indústrias de madeira e móveis foi aberta ontem em Curitiba com expectativa de atrair 25 mil visitantes
Carmem Murara
De Curitiba
Depois de amargar uma recessão que se agravou nos últimos três anos, a indústria de máquinas começa a respirar mais aliviada e já espera um crescimento de 10% a 12% no faturamento neste ano em relação a 1999. A previsão foi feita ontem pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite. Ele esteve em Curitiba para a abertura da Femade 2000 Feira Internacional de Máquinas, Equipamentos e Produtos para Exportação e Industrialização da Madeira e do Móvel.
Os empresários que expõem na Femade se mostram otimistas com o reaquecimento do setor, mas analisam com cautela o futuro da economia brasileira. Leite ressaltou que é necessário manter a política de redução de juros e não criar entraves para a exportação. O setor pede que haja uma redução da Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP) de 10,25% para no máximo 5%, nos financiamentos bancários e de fomento. Com a queda de juros, conseguimos reduzir o custo do financiamento e com isso aumentamos as vendas, afirmou o presidente da Abimaq. As vendas aumentaram 15% de setembro até o mês passado.
A volta da atividade no setor pode ser vista na retomada da contratação de pessoal. O setor que chegou a ter 355 mil trabalhadores, no final dos anos 80, chegou ao auge da crise em setembro do ano passado com 152,8 mil funcionários. Hoje tem contratados 162 mil. O número de empregos que foram fechados pode ser considerado o mais expressivo custo que o País pagou com a estabilização da moeda, avaliou Leite.
A indústria que fabrica maquinário para o setor moveleiro trabalha para recuperar os patamares de venda que tinham antes do Plano Real. Os empresários apostam na exportação para aumentar faturamento. As indústrias de máquinas para móveis e madeira respondem hoje por US$ 200 milhões na exportação, enquanto todo o setor exporta US$ 4 bilhões ao ano.
Durante a Femade, os expositores estão negociando com representantes de outros países a exportação de maquinário. Outro assunto que está na pauta dos participantes são as linhas de financiamento e as novas tecnologias. Nossa idéia é estreitar mais as relações com as empresas estrangeiras para termos acesso a novas tecnologias, comentou o presidente da Abimac.
A Femade 2000 vai até este sábado, no Expo Trade, em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). A feira, que tem 135 estandes, e os seminários e workshop devem reunir 25 mil pessoas.





