Ainda em Paranavaí, o governador Beto Richa anunciou três incentivos na área fiscal com o objetivo de tornar as indústrias de mandioca do Paraná mais competitivas. Uma das medidas reduz de 12% para 3,5% o ICMS recolhido por empresas que produzem fécula e farinha. Outro benefício é o aumento do crédito presumido de ICMS de 60% para 70% na venda de produtos derivados da mandioca para outros estados. Richa determinou, ainda, a manutenção da aplicação de 3,5% de crédito presumido para os demais derivados de mandioca. As medidas valem até dezembro de 2012.
O governador se reuniu com representantes da cadeia produtiva da mandioca, que representa cerca de R$ 1,5 bilhão por ano para a economia estadual e assinou um termo de compromisso que cria um canal de diálogo permanente entre a área econômica do governo e o setor. ''Trata-se de um setor econômico importante que será muito valorizado pela nossa administração. Tenho certeza de que com isso vamos gerar mais riquezas para o Estado'', disse o governador à Agência Estadual de Notícias. Ele destacou o compromisso de investir em infraestrutura e no apoio tecnológico para os agricultores.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná, João Eduardo Pasquini, estima que as indústrias paranaenses passem a responder por 80% da produção nacional de fécula, uma alta de 10% sobre a situação atual.
O Paraná tem área cultivada de 202 mil hectares com raiz de mandioca, sendo que 86% das áreas produtoras são de agricultura familiar. As principais regiões produtoras são Paranavaí, Umuarama e Toledo. O Estado produz 427 mil toneladas de fécula, o equivalente a 71% da produção nacional. Atualmente são 36 indústrias de fécula no Estado, sendo 12 delas na região de Paranavaí.

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