As indústrias de Porcelana e Cerâmica de Campo Largo estão modernizando a linha de produção com o objetivo de lançar novos produtos que acompanham a evolução do ritmo de vida do consumidor. As empresas estão apostando na tecnologia de ‘‘baixo esmalte’’ que permite o lançamento de peças que podem ser usadas no microondas e nas máquinas de lavar louça.
A popularização dessas peças é a meta da 9ª Feira da Louça, Cerâmica e Porcelana das Indústrias de Campo Largo, que está sendo realizada em Curitiba, até o próximo dia 17. A Feira é uma mostra ao público e lojistas, sobre a linha de produção das 36 indústrias de porcelana e cerâmica de Campo Largo. Estão sendo ofertados jogos de jantar e café, linha completa para cozinha, porcelanas para microondas (com filetagem de ouro). O setor é responsável pela produção de 450 milhões de peças por ano, dos quais 25% são exportados para os Estados Unidos, Europa, Nova Zelândia e Caribe.
A tecnologia do ‘‘baixo esmalte’’ está sendo possível após os investimentos das indústrias na importação de fornos especiais e mais modernos da Inglaterra e Portugal, informou José Canisso, presidente do Sindicato da Indústria da Louça, Porcelana e Cerâmica de Campo Largo. ‘‘São equipamentos mais turbinados que permitem tanto o aquecimento quando o resfriamento de maneira uniforme e rápida, o que imprime mais qualidade às peças’’, justificou.
Com os novos fornos as indústrias estão conseguindo 90% de qualidade, ou seja de cada 100 peças fabricadas, 90 não apresentam problemas de fabricação. Com os fornos antigos, de cada 100 peças fabricadas, apenas 60 não apresentavam problemas. Segundo Canisso, o ganho em qualidade tem sido o trunfo das indústrias de Campo Largo para saírem da crise provocada pela queda nas vendas.
O município de Campo Largo, distante cerca de 30 quilômetros de Curitiba, tem as maiores jazidas de feldspato, felito, quartizito e caulim, matéria-prima que abastece as 36 fábricas do município e também de outras regiões do País. As jazidas podem ser exploradas no mínimo por mais 100 anos, afirmou Canisso.
As indústrias de Campo Largo são responsáveis por 90% da produção nacional de porcelana de mesa, 30% da cerâmica de mesa e 50% da porcelana para eletroeletrônicos e eletromecânica. O setor oferece 12 mil empregos e recolhe 60% do ICMS do município.

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