Vânia Casado
De Curitiba
As indústrias fumageiras procuraram os produtores do Paraná para estabelecer um acordo para fixar o preço do fumo da safra 99/2000. A reunião entre indústrias e produtores dos três Estados do Sul ocorre nesta segunda-feira no município de Cruz Alta (RS). Já houve uma primeira reunião realizada no mês passado em Florianópolis, Santa Catarina, mas não houve acordo sobre o preço do fumo. A Fetaep propõe a participação dos produtores de fumo nos lucros das empresas.
‘‘ Mais importante que o preço é estabelecer os critérios de classificação e avaliação da produção’’, afirmou Sergio Gutierrez, assessor econômico da Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Fetaep), entidade que representa os fumicultores no Paraná. Dos 160 mil fumicultores responsáveis por 90% da produção brasileira de fumo, 25.000 produtores estão na região Sul e Centro-Sul do Paraná, lembrou Gutierrez, ao falar da importância econômica da cultura no Estado.
Na primeira reunião, não houve acordo porque a indústria ofereceu um índice de reajuste de 5,81% sobre o fumo TO2, cujo valor atual é de R$ 2,10 o quilo da folha. A Afubra - Associação Brasileira dos Fumicultores - reivindica 18,7%, e a Fetaep, 40%, de reajuste como forma de compensar a diferença cambial que a indústria embolsou no começo do ano, por ocasião da desvalorização cambial, afirmou Gutierrez.
A preocupação dos produtores também se refere ao sistema de classificação que eles acreditam que têm manipulação. Na safra passada, o preço médio dos três estados foi de R$ 1,83 o quilo, inferior ao preço fixado para o fumo de categoria melhor. Os fumicultores alegam que é muito difícil atingir o preço básico fixado pela indústria, em função de uma série de exigências.

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