Indústria de fogos torce por gols
Guto Rocha
As indústrias de fogos de artifício apostaram alto no desempenho da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo. É que as vendas do setor estão diretamente ligadas ao número de gols que a seleção marcar. O otimismo dos fabricantes fez com que eles se preparassem a partir de janeiro com um aumento da produção entre 15% e 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o diretor-comercial da Indústria de Fogos Caramuru, de Santa Branca (SP), Valter Ribeiro Geremias, as vendas de fogos de artifício por enquanto estão restritas às Festas Juninas, que já não têm grande peso para o setor. ‘‘As Festas Juninas perderam espaço para o Reveillon’’. Ele observa que as pessoas compram fogos para utilizar na hora, e que por isso as vendas ainda não decolaram. Mas acreditando no incremento das vendas, a Caramuru, que é a maior indústria do setor no País, aumentou sua produção em 30% para atender os pedidos da Copa.
Geremias diz no entanto que tudo vai depender dos resultados dos jogos do Brasil. ‘‘A gente espera que o Brasil vença e convença desta vez. Na Copa passada fomos campeões, mas não houve grandes goleadas e as comemorações foram tímidas’’.
A Indústria Brasileira de Fogos Samonte Ltda. - Imbrasil, de Santo Antônio do Monte (MG) também vem se preparando para atender os torcedores da Seleção. ‘‘Aumentamos a produção mensal em 20% desde janeiro para garantir o abastecimento’’, afirma o proprietário, Fernando Antônio dos Santos.
Em Londrina, a Copa do Mundo também fez com a Sociedade Distribuidora Paranaense de Fogos de Artifícios Ltda (Sodipar) aumentasse seus pontos de distribuição. Segundo o gerente da Sodipar, Jorge Fernandes Tchian, o número de pontos de distribuição temporários na cidade passou de três no ano passado para seis este ano. ‘‘O movimento ainda é muito pequeno. Só a partir da semifinal é que há maior procura’’. Tchian diz que se o Brasil for desclassificado, já no dia seguinte fecha as barracas.

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