Albari RosaToca do coelhoAmericanas de Curitiba: a que vende mais ovos de Páscoa inaugura mais um espaçoAs indústrias de chocolate estão otimistas com a Páscoa e por isso decidiram produzir cerca de 30% a mais do que no ano passado. As duas principais fábricas de chocolate do Estado, a Salware e a Barion, estão com toda a produção de ovos e coelhinhos vendida. Até o meio desta semana, a Barion encerra a entrega das encomendas para o comércio. Segundo diretores das duas empresas, a indústria coloca os produtos no mercado ao mesmo preço do ano passado.
A Barion deve entregar todas as encomendas para o comércio até quarta-feira. Mas a maioria dos ovos de Páscoa já está exposta nas lojas. A Barion produz 1,7 milhões de unidades de chocolates, o que dá 61 mil caixas de ovos. No ano passado, a empresa produziu 20% a menos. ‘‘Se tivéssemos produzido mais teríamos vendido’’, relembra Appi.
O gerente comercial acredita que o aumento gradual nas vendas, que tem ocorrido nos dois últimos anos, se deve à estabilização da economia. ‘‘Acreditamos que a estabilidade provocou um aumento no consumo. Outro fator é o preço do chocolate, que quase não subiu’’, afirma Appi.
O diretor comercial da Salware, Marcos Salware, também alinha o crescimento de mercado à situação da economia nacional. ‘‘O aumento tem sido uma tendência natural, o que é muito bom para o setor’’, comemora o empresário. A Salware está com a produção a todo vapor para vencer os pedidos. A empresa atende todo o mercado nacional.
A capacidade instalada de produção da Salware é de 10 toneladas por dia de chocolate. No período da Páscoa, os 88 funcionários da empresa chegam a trabalhar com 80% da capacidade de produção. ‘‘Fora da Páscoa temos uma produção diária que varia de duas a três toneladas’’, afirma Salware.
Marcos Salware diz que a empresa conseguiu colocar os produtos no comércio ao mesmo preço praticado na Páscoa de 96. O segredo foi estocar cacau desde a metade do ano passado. O quilo do chocolate está R$ 15,00.
Mas a Salware acredita que não conseguirá manter o preço dos produtos após a Páscoa. O diretor comercial da empresa diz que a matéria-prima ficou mais cara no final do ano. ‘‘Para renovar o estoque de cacau vou gastar mais e talvez isso será repassado para a produção’’, diz o empresário.
No caso da Barion, a empresa não pensa em reajuste a curto prazo. ‘‘Se houver aumento do preço não conseguiremos acompanhar a concorrência e perdemos mercado’’, afirma o gerente de comercial Nilo José Appi. Hoje, a Barion tem 300 funcionários. A fábrica está instalada no município de Colombo, região metropolitana de Curitiba.

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