Os produtores rurais da região Sul do Estado já podem aplicar o calxisto, um corretivo que corrige a acidez do solo, para elevar a produtividade de suas lavouras. O insumo está disponível desde segunda-feira, quando entrou em operação a indústria de calxisto de São Mateus do Sul , inaugurada pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antônio Leonel Poloni.
A indústria custou R$ 1 milhão e vai produzir 20 toneladas por ano do produto. Ela foi construída em parceria do governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), prefeitura de São Mateus do Sul e Petrosix, responsável pela exploração do xisto no município. A empresa vai produzir ainda 80 mil toneladas por ano de pedra brita que serão utilizadas na adequação de estradas rurais da região.
A vantagem para o produtor é que o calxisto (calcário dolomítico) tem baixo custo de mineração porque ocorre entre as camadas de xisto, explorado pela Petrobrás em São Mateus. O custo do calxisto está estimado em R$ 6,5 por tonelada. Testes realizados pela Universidade Federal do Paraná comprovam que o insumo aumenta em até 30% a produtividade de culturas como milho, trigo e soja.
Para obter este resultado, o produtor precisa aplicar até 40% mais de calxisto, em comparação com o calcário. Mas a economia para o produtor da região é que o insumo está próximo e ele não terá custo com transportes, que é o item que mais onera o custo do calcário, argumentou o secretário da Agricultura de São Mateus, Damázio Wroblewski.
Para a região, a facilidade de ter um corretivo de baixo custo vai influir favoravelmente no custo de produção. Isso porque o solo é considerado um dos mais ácidos do Paraná, que não permite a sobrevivência de microorganismos necessários para a fertilização.DivulgaçãoEm operaçãoExtração de calxisto na indústria de São Mateus do Sul: 20 toneladas/anoVânia Casado

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