Indústria de brinquedos investirá em 97
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quinta-feira, 05 de dezembro de 1996
Agência Estado 
SÃO PAULO - A indústria de brinquedos promete investir R$ 112 milhões em 1997 e lançar 1.500 brinquedos, o que significa um crescimento de 7% em comparação às novidades colocadas no mercado este ano. Os investimentos em qualidade e produtividade deverão somar US$ 335 milhões nos próximos quatro anos.
Junto com o aumento de produção os fabricantes calculam que os brinquedos ficarão entre 5% e 7% mais baratos. Entre os novos brinquedos, 70% serão destinados ao segmento popular, na faixa de até R$ 30, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, Synésio Batista da Costa.
Ele apresentou ontem uma balanço do setor para mostrar que os compromissos assumidos com o governo - após a adoção da salvaguarda de aumento da alíquota de importação de 20% para 70% - estão sendo cumpridos. Este ano deveríamos contratar mil novos funcionários até dezembro, e em outubro já superamos a meta com 3 mil contratações, exemplifica.
A perspectiva para 97 é faturar R$ 630 milhões. Em 96, a estimativa de faturamento até o final de dezembro é de R$ 600 milhões, um crescimento de 6,8% em relação ao resultado do ano passado.
O aumento da produção será maior. A intenção é alcançar um volume de produção de 166 milhões de peças, 15% a mais do que em 1996. O número de tipos diferentes de brinquedos deve ser reduzido para 4 mil, um corte de 11%, com produção em escala mais econômica mas sem prejuízo da diversidade, conforme o presidente da Abrinq.
Para o Natal a indústria calcula que o varejo deve vender entre 3% e 8% a mais do que o em 95. Nosso inferno astral durou de 95 até o primeiro semestre deste ano, resume Batista, lembrando as dificuldades do setor depois da abertura de mercado e antes da imposição da alíquota de importação de 70%. Nosso estoque no final de 95 bateu os R$ 150 milhões, o maior dos últimos 50 anos, diz. Neste ano, no final de dezembro ele deve ser de R$ 50 milhões, considerado na faixa normal.
Ele também espera trazer para o mercado em 97 pelo menos 4 milhões de crianças consumidoras, com a redução dos preços e do contrabando, que este ano já será 15% menor do que em 95. As importações de brinquedos até o fim de dezembro deverão ser de US$ 100 milhões (em valores de produtos já embarcados), o que indica uma queda de 39% em relação ao ano anterior. Mas o total importado ainda é superior a 94, quando formam comprados US$ 75,5 milhões.


