Indústria de bonés tem crescimento de até 30%
Indústria de bonés tem
crescimento de até 30%
Guto Rocha
A Copa do Mundo subirá literalmente à cabeça dos brasileiros este ano. Pelo menos é o que as indústrias de bonés de Apucarana, que responde por 70% da produção nacional, estão prevendo, com o aumento de 25% até 30% das vendas em relação aos períodos normais. A produção deve passar dos 2 milhões de unidades para 2,5 milhões de bonés. Segundo o diretor da Associação Brasileira dos Fabricantes de Bonés, Antônio Carlos Macarrão Machado, as vendas ainda não deslancharam, mas já é possível notar um crescimento de 18% nas encomendas. Muitas empresas ainda não se deram conta de que a Copa do Mundo já está aí. Mas até o início dos jogos vendas devem crescer mais, afirmou.
Macarrão afirma que o boné é bastante utilizados pelas empresas como veículo publicitário por causa do baixo custo do produto e grande retorno. Um boné pode variar de R$ 1,00 e R$ 2,00 conforme o modelo e qualidade do material empregado. Já a divulgação da marca sai de graça, uma vez que, na maioria das vezes, o boné é dado como brinde e o veículo é a cabeça das pessoas que usam o produto. Segundo ele, grandes indústrias de refrigerantes, cervejas e lojas de departamento estão vinculando suas marcas à Copa do Mundo em bonés.
O desempenho da seleção brasileira também terá papel fundamental no comportamento do mercado de bonés. Macarrão, que também é proprietário da Macarrão Brasil - Indústria e Comércio de Brindes e Bonés Ltda., observou que se o time brasileiro se classificar para a segunda fase da competição na França, as vendas o aumento nas vendas podem ultrapassar os 30% projetados inicialmente.
Já com a conquista do campeonato, este maior volume de encomendas pode se prolongar por até três meses após a Copa, disse. É que, segundo o empresário, muitas empresas aproveitam o fator emocional que uma suposta vitória da seleção despertará na população para divulgar sua marca.





