Chicago - Depois de ondas como a do ''low colestherol'' e ''low Fat'', em que as estrelas das indústrias alimentícias eram os produtos com baixo teor de colesterol e gordura, respectivamente, chegou com toda a força nos Estados Unidos a moda do ''low carb'', ou seja, baixo teor de carboidrato. Ancorado no sucesso do método de emagrecimento do Dr. Atkins, que ganhou novo impulso a partir dos aprimoramentos feitos pela Dieta de South Beach, o conceito foi exaustivamente explorado nos lançamentos de produtos da FMI Show, maior feira mundial do varejo alimentício, realizada esta semana em Chicago, Estados Unidos.
São biscoitos, salgadinhos, cereais matinais, pães, pizzas, refrigerantes e até cervejas que se apresentam sob o conceito de ''low carb''. Em suas embalagens, em posição de destaque, figuram o valor, em gramas, do chamado ''net carb'', uma espécie de saldo da retirada do carboidrato de alguns elementos como glicose e fibras. Em porções moderadas, esse tipo de elemento é até aceito pelo método de emagrecimento que se popularizou no Brasil como a dieta da proteína.
Tamanho empenho da indústria tem a sua explicação. São produtos que atendem perfeitamente às necessidades dos sedentos norte-americanos, que fazem de seu país o maior mercado consumidor do mundo.
De olho nisso, a Nestlé North America, por exemplo, expôs entre seus lançamentos a linha Breakfast Carb Conscious, de prontos para beber indicados para o café da manhã.
A PepsiCo., que em território nacional responde por marcas como Toddy, Quaker, Coqueiro e Elma Chips, aplicou esse conceito a alguns de seus salgadinhos. Com embalagem diferenciada, em que aparece com destaque a informação de que o produto carrega apenas ''7 net carbs'', há agora uma versão do Tostitos, Doritos e Cheetos.
Já a Kraft Foods, da Lacta, Tang e Club Social, lançou algumas variantes de produtos que levam em sua embalagem a designação ''Carbwell''. É o caso, por exemplo, de uma linha de molhos para salada, de gelatinas, barras de cereais e de alguns biscoitos.

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