São Paulo A indústria de alimentos e o setor atacadista registraram o maior aumento de vendas no período de janeiro a junho deste ano, na comparação com igual período do ano anterior, desde 1998, revela estudo do Painel Setorial Serasa (Centralização de Serviços Bancários).
Segundo o estudo, as vendas da indústria tiveram crescimento de 44% no primeiro semestre de 2003, em relação ao mesmo período de 2002. Já os atacadistas mostram alta de 36%, nesse mesma comparação.
Segundo os técnicos da Serasa, a venda da indústria de alimentos foi impulsionada pelo bom desempenho das exportações. Os atacadistas tiveram como diferencial o incremento de algumas modalidades de vendas, entre elas o segmento mercearil (mercadinhos de bairros) e o food service.
De acordo com o levantamento, os supermercados foram os que menos cresceram nas vendas - 15% no primeiro semestre de 2003 - porque não acompanharam a inflação por conta da retração do poder aquisitivo da população.
Segundo a pesquisa da Serasa, em 2002, a indústria de alimentos registrou faturamento líquido de R$ 113,1 bilhões, 16,8% superior ao valor obtido em 2001. O resultado representa 9,6% do PIB.
Já as exportações foram responsáveis por 27,2% do faturamento do setor alimentício, totalizando US$ 10,6 bilhões. Os alimentos industrializados responderam por 18% da pauta brasileira de exportações.
Dentre os produtos que registraram maior expansão nas vendas ao exterior estão óleos e gorduras vegetais, com incremento de cerca de 40%, totalizando US$ 880 milhões.
O estudo da Serasa revela ainda que os embarques de produtos em conserva (sucos, palmito, geléias e frutas) cresceram 20%, num total de US$ 1,1 bilhão e que as maiores receitas US$ 2,7 bilhões e US$ 2,2 bilhões foram obtidas pelas remessas de carnes processadas e de açúcar, respectivamente.
O setor de alimentos engloba um universo de aproximadamente 40 mil unidades industriais, gerando cerca de 806 mil empregos diretos.

mockup