São Paulo - A indústria de alimentos é a que consegue melhor equilíbrio entre o volume de recursos liberados pelo banco e a participação no emprego industrial. Em 2005 o banco estatal desembolsou R$ 2,9 bilhões para o setor, o que representou 12,36% das liberações para a indústria (6,2% do total) e lhe garantiu a terceira posição entre as que conseguiram mais recursos. No final de 2003, o setor empregava 1,15 milhão de pessoas, o que o tornava o maior empregador da área industrial. Assim como no setor têxtil, há forte desigualdade entre empresas do setor, com algumas de grande porte - que conseguem acesso aos recursos do banco - e milhares de pequenas unidades espalhadas pelo País que ficam sem nada.
A preferência do BNDES por empresas de ''capital intensivo'', e não de grande volume de mão-de-obra, fica evidente também no setor de serviços. Nesse grupo, o setor que mais recebeu recursos do banco estatal no ano passado foi o de energia. O setor ficou com R$ 6,4 bilhões, o que representou 32,8% do total desembolsado para a área de serviços e 13,6% do total desembolsado pelo banco em 2005.
Ainda na área de serviços, o banco fez grandes liberações para a construção de gasodutos no ano passado, fazendo com que o segmento ''transporte terrestre'', na área de serviços, recebesse R$ 5,9 bilhões em 2005, com forte acréscimo em relação ao ano anterior. Embora o setor represente um grande número de empregos durante a construção, a operação de um gasoduto é feita por meio de equipamentos computadorizados, com poucos técnicos numa sala de controle.

mockup