Rio de Janeiro – A Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação feita trimestralmente pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostra que houve aumento da utilização da capacidade em janeiro, na comparação com outubro de 2001. Revela também que melhorou a percepção dos empresários em relação ao desempenho atual do setor e que há mais otimismo quanto ao futuro.
O nível de utilização da capacidade, descontados os fatores típicos (sazonais) de cada período, passou de 78,8% em outubro do ano passado para 80,4% em janeiro deste ano. ‘‘A indústria está efetivamente mais ocupada em janeiro deste ano do que em outubro de 2001’’, afirmam os técnicos da FGV.
Em termos nominais (sem ajuste sazonal), o nível de utilização constatado em janeiro deste ano foi de 79,5%, contra 79,8% em outubro e 82,1% em janeiro do ano passado. A sondagem da FGV abrange 1.285 empresas que, em 2000, venderam R$ 217,255 bilhões e empregaram 960.745 pessoas.
De acordo com as empresas entrevistadas, o nível da demanda global (mercados interno e externo) por produtos industriais melhorou em janeiro na comparação com outubro de 2001. Responderam que a demanda está forte 11%, contra 19% que consideraram que ela se mantém fraca.
Em outubro, apenas 9% responderam que a demanda estava forte, contra 33% que consideraram ela fraca. Em janeiro de 2001, os mesmos 11% consideravam a demanda forte, mas só 15% disseram que ela estava fraca. A diferença entre a soma das respostas fraca e forte para 100% é o percentual dos que responderam que a demanda está normal.
Quanto à previsão da demanda para o trimestre, a diferença entre os que acham que ela vai aumentar e os que disseram que irá diminuir foi de cinco pontos percentuais positiva (32% a 27%), o melhor resultado para esse mesmo período desde 1995.
‘‘Os dados indicam que há uma recuperação da indústria, mas que ela ainda não é igual à de janeiro do ano passado’’, disse Salomão Quadros, economista da FGV que coordena a equipe responsável pela sondagem. Janeiro de 2001 foi um momento de forte otimismo em relação ao desempenho da economia brasileira.

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