O setor madeireiro está preocupado com a previsão de escassez de matéria-prima nos próximos anos. O governo está desenvolvendo o programa Paraná Florestal para criar condições de renovação da base florestal do Estado. Segundo estudos do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), caso não seja plantado um número expressivo de árvores nos próximos anos, começará a existir escassez de madeira no estado a partir de 2006.
Esse foi o tema principal da reunião da Câmara Setorial da Indústria da Madeira que aconteceu, ontem, em Cascavel. O Secretário Estadual de Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, disse que o Paraná precisa ampliar sua produtividade de móveis, que hoje representa apenas 13% do total produzido no país. Para ele, a melhor forma para o aumento da produção é investir em capacitação de mão-de-obra e certificação de florestas.
Sciarra observa que um dos principais desafios do Paraná Florestal é estimular a recuperação de parte da cobertura florestal paranaense, hoje reduzida a 5% de sua base original. ‘‘É necessário incentivar o produtor e terceiros a plantarem árvores em áreas não agricultáveis’’.
Empresários da indústria madeireira querem o incentivo do governo para a criação de novas áreas de reflorestamento na região de Cascavel. O Sindmadeira (Sindicato da Indústria Madeireira e do Mobiliário do Oeste do Paraná), defende ações governamentais imediatas que possibilitem a produção local de matéria-prima.
De acordo com o presidente do Sindmadeira, Oli Sarolli, as propriedades rurais da região possuem muitas áreas vazias que não podem ser usadas para a agricultura e os donos têm interesse em fazer reflorestamento. ‘‘Está faltando incentivo por parte do governo. Sem auxílio, eles não conseguem fazer os investimentos necessários’’, esclarece.
O diretor de desenvolvimento florestal do IAP, Mariano Felix Duran, explica que tem sido colocado em prática mecanismos incentivadores para que os empresários, proprietários rurais e silvicultores, invistam na atividade florestal, visando um retorno econômico. ‘‘Com isso, pode-se promover a recuperação, a proteção e a preservação dos últimos remanescentes florestais nativos do Estado’’, conclui Felix.

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