As boas condições de clima durante a safra devem favorecer a antecipação da colheita da cana - corte e industrialização -, em 30 dias. Em vez de começar em 1º de maio, a largada da colheita pode ocorrer abril. A Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar) trabalha com a expectativa de 25 milhões de toneladas de cana que vão converter 1,2 bilhão de litros de álcool e 1,4 milhão de toneladas de açúcar.
Nesta safra o Paraná retoma a sua produção normal, uma vez que as - anteriores foram prejudicadas por fortes geadas em 2000. As geadas interromperam a safra e a lavoura teve que renovar os canaviais com novos plantios, ou aguardar a rebrota. Consequência disso foi uma produção menor naquele ano, cerca de 19 milhões de t.
A safra que será colhida agora foi beneficiada pelo clima: choveu bem, o inverno do ano passado não teve geadas fortes, e a cana pode completar seu ciclo de maturação normal de 12 meses. Quando o inverno é rigoroso, com formação de geadas, é necessário atrasar a colheita até que haja nova brotação, conforme explica o superintendente da Alcopar, Adriano da Silva Dias.
Na última safra (23 milhões de toneladas), a cana ocupou 300 mil ha e gerou 940 milhões de litros de álcool (365 milhões de litros de álcool anidro e 575 milhões de litros de hidratado) e 1,350 milhão de t de açúcar. Do total de açúcar, 1 milhão foi exportado e 350 mil t foram consumidas no mercado interno.
Ocupando apenas 2% da área agricultavel do Estado, a cadeia produtiva da cana gera cerca de 70 mil empregos diretos. Cerca de 61 mil empregos no campo e 9 mil nas destilarias. A soma dos empregados diretos e seus dependentes, temporários e os empregos indiretos o setor envolve pelo menos 500 mil paranaenses, que dependem do sucesso dessa atividade.
O açúcar recolhe 12% de ICMS nas operações interestaduais e 7% na comercialização dentro do próprio Estado, por fazer parte da cesta básica. Os impostos incidentes sobre o álcool anidro e hidratado não são recolhidos pelo produtor embora seja ele quem o gere; são impostos deferidos para a etapa seguinte da cadeia, no caso a refinaria (o anidro) e companhias distribuidoras (o álcool hidratado). O hidratado nas operações internas (18% de ICMS) é recolhido pelas distribuidoras, substitutas tributárias dos postos. Além do ICMS o setor paga outros impostos e taxas como a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (R$ 22,54/por metro cúbico), e os impostos normais: Finsocial e Cofins.
Segundo o superintendente da Alcopar, Adriano da Silva Dias, há um esforço no sentido de exportar o álcool o que seria bom para os produtores e para a economia do Estado. Os estoques estão numa situação de equilíbrio. Hoje as destilarias estão com cerca 300 milhões de litros de álcool entre o anidro e hidratado, suficiente para atender uma demanda de mais de quatro meses.




PERFIL
- A cana está presente em 132 municípios paranaenses do Norte Pioneiro, Norte e Noroeste.
- Quase 500 mil pessoas dependem direta ou indiretamente da atividade sucroalcooleira.
- São cerca de 70 mil empregos diretos durante a safra; mais de 60 mil só na área agrícola.
- Cerca de 9 mil pessoas estão empregadas na agroindústria da cana. A maioria das 28 destilarias está instalada no campo.
- Nesta safra o Paraná deve colher 25 milhões de toneladas de cana, 1,2 bilhão de litros de álcool (anidro e hidratado) e 1,4 milhão de toneladas de açúcar.
- A cana ocupa 300 mil hactares, menos de 2% da área agricultável do Estado do Paraná.
- Associação das indústrias busca mercado externo para o álcool hidratado, mas só para longo prazo.
Fonte: - Alcoopar

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