'Indústria da beleza' cresce acima da média
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
A beleza nunca esteve tão em alta no Brasil. Em uma rápida passagem pelo supermercado ou nas casas especializadas é impossível não notar a quantidade de produtos do gênero disponíveis. É uma infinidade de xampus, cremes, sabonetes, maquiagens, desodorantes e a cada dia surgem novos produtos. Prova de que o setor está aquecido e em expansão. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) o segmento apresentou um crescimento real de 10,7% nos últimos anos, contra 2,2% do Produto Interno Bruto e 2,1% da indústria geral.
O faturamento das indústrias chegou a crescer mais de 200% nos últimos cinco anos. As razões para tanto sucesso podem ser facilmente explicadas: participação crescente da mulher no mercado de trabalho (o que aumenta o seu poder de compra); lançamentos constantes de novos produtos; aumento da expectativa de vida, o que traz a necessidade de conservar uma impressão de juventude; e aumentos de preços menores do que a média da inflação, segundo a Abihpec. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são registrados, em média, 25 produtos por dia no setor de cosméticos, higiene pessoal e perfumaria.
Os artigos mais procurados pelos consumidores são os de tratamento para os cabelos, seguido pelos descartáveis, fragâncias, e produtos para banho e higiene oral. O Brasil tem o quarto maior mercado mundial de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. No Brasil são 1.367 empresas formalizadas no mercado. O Paraná concentra o segundo maior parque com 137 empresas, contra 643 de São Paulo. As exportações também apresentaram crescimento de 120,7% nos últimos cinco anos, enquanto as importações diminuíram 4,1% no mesmo período. A América do Sul é o principal mercado consumidor dos produtos brasileiros.
Sucesso - O sucesso da indústria também reflete no varejo. Em Londrina, por exemplo, o crescimento do segmento pode ser constatado visualmente. Há uma grande gama de lojas que comercializam este tipo de produto e milhares salões de beleza espalhados por toda a cidade. Há quatro anos no mercado local com a atual direção, a Léo Cosméticos ampliou a sua loja há poucos meses. O novo empreendimento chega a ser três vezes maior do que o antigo e isso refletiu diretamente no movimento, que aumentou em 30%. O público da loja é formado por consumidores finais (cerca de 60%) e profissionais da área (40%).
''O segmento sempre tem atrativos e muitas novidades. As mulheres também estão mais vaidosas'', argumenta o proprietário Fábio Kai. Ele saiu de São Paulo há quatro anos decidido a investir na cidade. ''A população de Londrina é grande e tem uma renda per capita alta. Antes de comprar a loja fizemos uma pesquisa de mercado no interior de São Paulo e no Paraná e Londrina foi a melhor opção apresentada'', comenta. A Léo faz parte de um grupo familiar de cinco lojas espalhadas em São Paulo e Minas Gerais, a Perfumaria Emi.


