Que os brasileiros estão mais vaidosos, não há mais dúvida. A novidade é que nos últimos 15 anos, a indústria nacional de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos teve crescimento médio de 10,5% ao ano, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). A exemplo do País e do Estado, Londrina também vem se despontando no setor. Atualmente, o município soma 15 indústrias de cosméticos e perfumaria, sendo que oito foram abertas até 2002 e as restantes em apenas sete anos. Os dados são da Secretaria Municipal da Fazenda.
A professora de Cosmetologia do curso de Farmácia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Audrey Lonni, observa que o Norte do Paraná avançou no segmento nos últimos cinco anos. Segundo ela, o cenário é promissor e a cosmetologia está em franco crescimento porque a sociedade atual cultua o belo e está em busca constante de jovialidade.
Audrey explica que por conta da facilidade de acesso às matérias-primas, São Paulo e Curitiba detêm maior número de indústrias. No entanto, Londrina e Maringá estão despontando no setor e registrando crescimento na quantidade de fabricantes. ''Em 1994, Londrina tinha apenas três indústrias de cosméticos e hoje esse número quadriplicou'', compara. ''A cidade está se tornando um polo de beleza'', afirma.
A gerente administrativa da Flora Cosmética, Carla Caldi, confirma que o segmento está em pleno crescimento na região. ''Percebemos que as pessoas estão dando muito valor à beleza e deixam, inclusive, de comprar coisas da cesta básica para adquirir cosmético''.
De acordo com ela, a concorrência faz com que as indústrias constantemente lancem novos produtos para atender à demanda dos clientes. ''É um setor que está fervendo porque os clientes estão mais informados e entendendo cada vez mais de produtos e também devido ao crescimento da renda das classes C e D'', justifica.
A farmacêutica da empresa, Juliana Quasne, acrescenta que a Flora começou a expandir sua linha em 2009, respondendo à demanda. As vendas, que até pouco tempo eram feitas em Londrina, Santa Catarina, Florianópolis e Mato Grosso, serão realizadas também em outros estados. ''Contratamos novos representantes para comercializar nossos produtos em outras regiões, visto que é um mercado em franco crescimento'', relata.
''O Paraná tem uma indústria dinâmica, importante, com expressão no cenário nacional. Percebemos nas pequenas empresas que os proprietários são profissionais formados em Química ou Farmácia e que têm produtos de muito boa qualidade'', afirma João Carlos Basilio, presidente da Abihpec. Dentre as empresas do Estado que têm expressão nacional ele destaca O Boticário e Racco.
Basilio observa, entretanto, que para os produtos do Paraná terem maior visibilidade no País, é necessário investir em design e marketing. De acordo com Basilio, esse diagnóstico surgiu nas pesquisas realizadas pela Associação em parceria com o Sebrae. ''A partir disso começamos a desenvolver seminários e palestras com foco nesses objetivos, mostrando tendências exatamente para que a indústria paranaense possa buscar um melhor desempenho e se projetar num número maior de empresas nacionalmente'', diz.

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