Curitiba - A indústria da transformação paranaense já criou 60.259 postos de trabalho no período de janeiro a outubro deste ano, resultado que revela um novo patamar do emprego no Estado. As indústrias aumentaram o número de vagas em 13,99% sobre o mesmo período do ano passado, quando foram criados 28.303 postos de trabalho. O crescimento do emprego que vinha sendo sustentado pelas exportações, agora é decorrente também da retomada das vendas da indústria para o mercado interno.
Levando em conta o desempenho da indústria no período de janeiro a outubro, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) projeta uma criação de empregos próxima a 49 mil postos para todo o ano de 2004. A projeção leva em consideração as demissões que ocorrem normalmente nos últimos dois meses do ano, em função da sazonalidade da indústria. O estoque de empregos industriais está avaliado em 430.729 postos de trabalho.
De acordo com o economista do Dieese, Sandro Silva, o Interior ainda é responsável pela maioria dos empregos, com a a abertura de 45.354 vagas, que correspondem a 75,27% dos postos de trabalho na indústria paranaense. Mas o levantamento mensal, que apontou um aumento de 0,85% no índice do emprego na indústria em relação ao mês de setembro, revelou uma recuperação dos empregos na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Das 4.133 vagas criadas em outubro, a RMC teve aumento de 1,32% no número de empregos e o Interior, 0,63%. As montadoras e a indústria mecânica responderam pela criação de quase 1.200 postos de trabalho na RMC.
No ano, a maior parte dos empregos foi criada em função do aumento das exportações, que favoreceu a expansão da indústria de alimentos, bebidas e produção de álcool, indústria do vestuário e de tecidos, indústria da madeira e mobiliário, indústria de material de transporte, indústria química e indústria metalúrgica. Só a indústria de alimentos, bebidas e produção de álcool gerou 23.8707 vagas, com o bom desempenho das indústrais abatedoras de aves, carnes, óleos vegetais, álcool e açúcar, produtos que lideraram as exportações até outubro deste ano.
A indústria do vestuário, onde foram criadas 8.740 vagas no ano, começou a ter desempenho positivo a partir da desvalorização cambial, que abriu espaço para o aumento das vendas no mercado interno. A indústria de material de transporte que teve um ''boom'' com as exportações também está sendo favorecida com o crescimento econômico e aumento das vendas no mercado interno.

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