Produtores e a Associação da Indústria de Cacau, Chocolate, Amendoim, Balas e Derivados querem transformar o amendoim na nova riqueza nacional. Para isso, eles criaram o Pró-Amendoim programa que tem o objetivo de auto-regular o setor e adequá-lo às normas internacionais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
''A Argentina produz tanto amendoim quanto o Brasil, mas exporta tudo. Somente agora, entramos nesse mercado porque a produção aumentou e precisamos vender o excedente'', disse Renato Fechino que é coordenador do Pró-Amendoim.
Na última safra (2003/2004), o Brasil colheu 188 mil toneladas de amendoim em 89,5 mil hectares. São Paulo é o maior produtor com 162 mil toneladas. Atrás dele, estão o Paraná com 8,4 mil toneladas e a Bahia com 7,6 mil toneladas.
''Historicamente, sempre fomos o segundo colocado, mesmo na década de 70 quando colhemos mais de 100 mil toneladas. Desde então, o amendoim vem perdendo espaço para a soja que é mais rentável'', disse Richardson de Souza, engenheiro agronômo do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab).
A região Oeste do Estado contribui com 38% da produção, o Noroeste fica em segundo lugar com 27%, a região Norte com 20% e o restante é diluído pelo Centro-Oeste e Sul. Em 2002, o amendoim rendeu ao Paraná R$ 5 milhões, ou seja, 0,026% da produção agrícola paranaense.
Na opinião do engenheiro agrônomo Walter Miguel Kranz, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), o amendoim produzido no Estado não tem qualidade suficiente para agradar o consumidor estrangeiro. Segundo ele, São Paulo é mais tecnificado e, por isso, é o único a exportar amendoim brasileiro. ''Não existe comércio organizado no Paraná porque falta comprador'', explicou Kranz ao acrescentar que a semente contaminada por toxinas é suspeita de favorecer o câncer, a cirrose e outros problemas no fígado.
''Em contrapartida, ele gera emprego e renda, ocupa a mão-de-obra rural volante, é de baixo custo, alta rentabilidade e permite antecipar a safra de feijão de inverno graças ao ciclo curto do amendoim plantado em outubro e colhido em fevereiro''®MDNM¯, disse o engenheiro agronômo Antônio Carlos Rebeschini, extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), de Cafeara (103 km ao norte de Londrina), considerada maior produtora do amendoim tatu no Estado.

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